Organização e dedicação na lavoura

Para o Diretor Presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, planejar bem a safra, organizar a propriedade e aproveitar oportunidades de mercado são caminhos fundamentais para o sucesso no agronegócio.

Luiz Carlos Chiocca, Diretor Presidente da Copercampos

O agronegócio vive momentos de glória. Por cinco anos, os produtores da região de Campos Novos ampliaram sua produção e mais que isso, comercializaram seus produtos com eficiência. Porém, nem todos aproveitaram o momento e deixaram de se capitalizar para continuar a desenvolver suas propriedades.

O planejamento no agronegócio é tão ou mais importante do que aumentar a produção das áreas. Controlar custos, saber quanto se investe em um hectare de terra e comercializar a safra de maneira correta, garante uma boa receita ao final da colheita.

Para o Diretor Presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, nos últimos cinco anos, os produtores tiveram safras boas e a possibilidade de se organizar melhor na atividade. “Ter uma reserva no agronegócio é fundamental. Porque assim, não se vende no afogadilho a produção. Naquilo de colher hoje e vender amanhã. O produtor devia ter feito um planejamento pra vender quando fosse favorável para ele. Essa é a grande jogada do produtor, mas poucos fazem. Nós sempre orientamos isso, mas poucos fazem. Nós temos vários programas na Copercampos para que o produtor se planeje, como Fidelidade, produção de sementes, cursos, Gerenciamento de Fazenda – Gefaz…, tudo pensando no planejamento, porque se ele se planejar bem, a cooperativa tem condições também de cumprir seu planejamento na compra de insumos, por exemplo”, afirmou.

O Presidente da Copercampos lembra que não existe fórmula para vender os produtos. “Existem regras na comercialização. Saber quanto custa é preciso para saber por quanto você deve vender. Existem momentos que não há como ganhar, porque não somos nós que fazemos o mercado, mas aproveitar os anos bons, permite que você se capitalize para safras seguintes”.

Buscar o aumento de produção no campo é um desafio constante de técnicos e agricultores e para ampliar o conhecimento dos profissionais que prestam assistência, a Copercampos iniciou um trabalho de qualificação com seus funcionários. Luiz Carlos Chiocca destaca que uma empresa de consultoria foi contratada para repassar informações aos profissionais, para que multipliquem este conteúdo com os produtores, a fim de elevar a média de produção nas lavouras. “A Assistência Técnica, com a contratação desta assessoria tem a meta de chegar a 100 sacos/ha de soja e estamos com um programa para qualificar nossa equipe e assim, melhorar o trabalho com os associados. Se chegarmos a 70, 80 sacos/ha, já há evolução. Nós vamos aumentar a produção fazendo o que? A produtividade vai aumentar com a Agricultura de Precisão, que é a nutrição da planta por meio do solo, a biotecnologia nas sementes que a cada dia se aumenta mais, a nutrição de plantas, com manejo de doenças e pragas, porque quanto mais se exige da planta, mais ela fica suscetível a isso. Nós falamos em impactos que são controláveis, como uma boa palhada, práticas conservacionistas de solo para que se aumente a produção, porque no clima não temos controle, mas podemos minimizar perdas com a adoção destas atividades na lavoura”, completou Chiocca.

Soja viável, milho com custo alto, mas atenção à rotação de culturas

Para o Presidente da Copercampos, a queda de plantio de milho está relacionada ao custo de produção da cultura e a grande liquidez e valorização da soja. “O investimento no milho, capital inicial é grande. A rentabilidade do milho, se continuar a vender a R$ 40,00 dá mais que soja, se colher mais que 160 sacos/ha, mas há um risco grande. Se der um veranico, por exemplo, a queda de produção é alta e na soja, mesmo que tenha essa estiagem, a produção vai diminuir, mas em menor escala. O milho tem uma quebra maior e você investe R$ 3 mil na cultura, contra R$ 1,500,00, por exemplo na soja”, reforçou.

Chiocca lembra, porém, que mesmo que a soja seja a opção mais viável e com bom lucro, a rotação de culturas deve ser realizada pelos agricultores. Casos de erosões devido às chuvas dos últimos dias foram citadas pelo presidente da Copercampos, como demonstrativos de que os cuidados não estão sendo tomados na condução e manejo das lavouras. “O manejo de solo deve ser realizado. Vimos nestes últimos dias, que as erosões acabaram com lavouras que não tinham palhada e cobertura. Isso é relevante, porque se não fizer rotação, há um prejuízo grande”.

Novos investimentos da cooperativa

A Copercampos buscou ampliar o seu trabalho em atividades como de prestação de serviços, direcionando investimentos, principalmente no ramo do comércio alimentício. Com a aquisição de mais uma unidade “Hipper Center Alimentos”, em Campos Novos, a cooperativa conta com quatro filiais do ramo – uma em Otacílio Costa -, e deve inaugurar a quinta, no mês de novembro, em Capinzal.

“Nós buscamos ampliar as atividades nesta área para viabilizar o negócio. Ter mais poder de compra. Com uma ou duas lojas nós não tornaríamos o supermercado viável e a decisão foi de aumentar essas lojas para que tenhamos uma organização, poder de compra e dedicação neste segmento, porque senão não há como fazer frente ao mercado. Se você tiver, cinco ou dez lojas, se começa a ter economia no macro, de escala e essa foi uma decisão do conselho que estamos cumprindo”, ressaltou Chiocca.

Segundo o Presidente da Copercampos, uma nova granja de suínos está sendo construída em Santa Cecília para atender uma empresa parceira, com a produção de machos e também comercialização de leitões desmamados. “Essa granja está voltada para a produção de machos, que tem um valor agregado maior e acredito que vai ser eficiente, porque temos um contrato para venda de 800 machos e o restante da produção de 700 animais, leitões desmamados, estaremos comercializando para terceiros. Esses leitões desmamados, ainda são viáveis porque sai das matrizes e já vai pra creche do terminador”, finalizou.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1439 de 28 de Julho de 2016.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.