Um ato de amor

editorialNa editoria de saúde da última semana, uma das abordagens tratou da Semana Mundial do Aleitamento Materno. Desde os primórdios da história humana, o ato de amamentar é natural, está pronto, faz parte da natureza humana. O bebê se desliga do cordão umbilical para religar-se ao seio materno.

Uma forma de contato exclusiva entre mães e filhos, tão forte quanto a ligação no ventre materno. O sangue da mãe transforma-se em leite, na mais perfeita alquimia do amor. Amor que nos revela melhor do que somos, transcende explicações, corações que se encontram, se tocam e se amam num único ato.

O amor é a única alquimia capaz de transformar dever em privilégio. E amamentar é um privilégio, não só para os bebês, mas também para nós mães.

O amamentar representa um ato de amor pleno, de cumplicidade entre dois seres que aos poucos se descobrem e somente os dois, numa profunda união e sincronia, saberão, enfim, dizer o tempo de amamentar.

O ato de amamentar é explicado pela medicina, mas só as mães conhecem o seu real significado. Além de ser um alimento completo para o bebê representa equilíbrio emocional e proteção.

Amamentar exige dedicação, paciência e persistência, mas acima de tudo, carinho e afeto. O ato sempre será uma escolha, uma decisão nossa como mães, mas também precisamos de apoio, primeiro do marido e pai, depois da família e da comunidade. O apoio oferece segurança para a mãe, que pode decidir isso mais facilmente e de modo positivo, pois não é fácil amamentar o bebê de modo exclusivo por seis meses, precisamos voltar ao trabalho, se não tem quem nos ajude nas tarefas da casa, no cuidado dos outros filhos, quando for o caso.

Apoio também no local de trabalho, tornando flexíveis os horários para amamentação, principalmente quando a mãe opta pela livre demanda.

Apoiar a mulher na amamentação faz toda a diferença.

Amamentar só faz bem. Apoie esta causa.

Por: Antônia Claudete Martins – Editora Chefe do Jornal O Celeiro

*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1440 de 04 de Agosto de 2016.

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