Educação

Fabrício Carvalho
Fabrício Carvalho

Em recentes alterações o Governo Federal e o Estado de Santa Catarina tomaram medidas na área da educação merecedoras de aplausos. Por isso a opção por tal assunto nesta coluna.

Pelo primeiro houve implementação – através de medida Provisória -, reestruturando o ensino médio, que deverá sofrer mudança no próximo ano. Os estudantes poderão definir quais matérias estudar, havendo possibilidade de atenção a cinco delas (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica profissional).

Quanto ao currículo catarinense – além da adoção do formato nacional – que também poderá ser organizado em semestres e não em anos letivos, aproximando mais do que encontrarão nas universidades -, permitirá que alunos do ensino fundamental e médio avancem aos anos seguintes ainda que não sejam aprovados em alguma disciplina.

Num primeiro olhar, pode até parecer que seja uma forma de facilitar a vida dos estudantes, dando-lhes uma “colher de chá”. Contudo, é uma tendência, conforme afirmam estudiosos, apesar de render muitos debates sobre o assunto.

Ao longo do ano o aluno terá reforços nos conteúdos de menor desempenho, e se mesmo assim não atingir a nota, o professor definirá – no ano seguinte -, a aplicação de avaliações. Assim, tanto em escolas particulares como nas públicas (estaduais, pois nas municipais, dependerá da legislação local) caso o aluno reprove em alguma matéria, não necessitará fazer toda a grade escolar do ano todo, repetindo matérias já satisfatórias e pagando novamente (no caso das particulares), não precisando repetir aquilo que já concluiu com êxito.

Por outro lado, há que se ter uma definição correta, principalmente, sobre a quantidade de matérias que podem ficar pendentes, o que, até onde consultei, não há.  Até porque demandará uma estrutura física e formação do corpo docente voltado para isso, também.

Considerando que o aluno de ensino médio, terá metade do tempo (um ano e meio) para ver todo o conteúdo, e na outra metade, escolher as disciplinas que deseja cursar, dentro das principais e citadas áreas de conhecimento, o ensino técnico poderá substituir disciplinas nesta metade do tempo reservada à livre escolha do estudante.

No Brasil 50% dos alunos que ingressam no ciclo médio não completam os estudos, demonstrando que necessitamos de mudança, e urgente. Assim, com tais medidas, quem tem propensão para uma área de atuação não vai precisar estudar conteúdos que não quer e não possui afinidade alguma. Voltando toda a sua vontade e dedicação para atividade que lhe atraia, formando, desta maneira, melhores e mais empolgados profissionais. Mas, como sempre, dependerá de cada um, visto que a escola apenas lhe aponta um caminho, o sucesso depende de esforço próprio!

Por: Fabricio Carvalho – Advogado

*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1450 de 13 de outubro de 2016.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.