13º será utilizado para pagar dívidas por mais de 40% dos brasileiros

Considerado um reforço na renda dos trabalhadores, o benefício é pago tradicionalmente em duas parcelas.

como-ganhar-dinheiro-na-internet-de-verdadeNeste ano haverá uma injeção de R$ 197 bilhões na economia brasileira com o décimo terceiro salário, sendo o equivalente a 3% do PIB – Produto Interno Bruto, representando um incremento de R$ 15 bilhões a mais que no ano de 2015. Serão em torno de 84 milhões de brasileiros que receberão este reforço em seus rendimentos.
Instituído em 1962, por lei, o salário extra no ano deve ser pago em duas parcelas, a primeira até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Muitas empresas e administrações públicas, porém, antecipam a primeira parcela para o meio do ano, entre julho e agosto. O trabalhador também pode solicitar uma parcela do décimo no seu período de férias.

A tendência em 2016 é que o décimo terceiro salário seja utilizado no pagamento de dívidas, resultado do momento delicado que o país vem passando. Segundo uma pesquisa feita pela Associação Comercial de São Paulo – maior capital do país, apenas 5% da população irá utilizar a primeira parcela do décimo terceiro para comprar presentes, o motivo dessa baixa no poder de compra, é que 42,5% irá usar o dinheiro para quitar as contas.

Guido Riffel, professor de economia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc

O professor de economia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc, Guido Riffel, afirma que falta administração do rendimento extra, o que reflete a falta de planejamento também na economia doméstica. “O décimo terceiro tem por finalidade dar um Natal e um final de ano com um pouco mais de renda ao trabalhador, porém, nem todos administram bem o décimo terceiro, como não conseguem administrar a sua parte financeira particular ou familiar. Mas o décimo terceiro para a economia vem para resolver um problema grande de dívidas, muita gente deixa para quitar débitos com o benefício. A grande maioria não planeja e não guarda dinheiro extra”, comentou Guido.

Para quem não se planejou e terá que optar pelo pagamento de dívidas, o professor de economia orienta que dê preferência às com maior encargo financeiro, neste caso, os grandes vilões são o cartão de crédito e o cheque especial. “Se tiver que usar para dívidas, saiba utilizar eliminando as com maior encargo. Nós sabemos que as dívidas impagáveis são parcelamento de cartão de crédito e juros de cheque especial, principais vilões do endividamento dos trabalhadores. Se aplicarmos na poupança, por exemplo, teremos no máximo 9 a 10% ao ano e os juros de cheque e cartão de crédito, estão na faixa de 480% ao ano no cartão crédito e 420% no cheque especial”, orientou.

A necessidade do planeamento financeiro

Guido Riffel chamou atenção também para a necessidade do planejamento financeiro e como fazer.

“Saber quanto ganha e quanto gasta e principalmente onde gasta, porque se você tem noção de onde está indo o seu dinheiro, também terá condições de solucionar seus problemas financeiros. É importante ter este conhecimento, saber de onde vem a sua renda e para onde vai, proporcionando condições de tomar decisões sobre o corte de despesas desnecessárias”, finalizou.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1453 de 03 de Novembro de 2016.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.