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A humanização da saúde

A nova Secretária Municipal da Saúde, Sandra Maria Rosar Bresola, disse em entrevista ao Jornal O Celeiro, que a humanização da saúde é o principal objetivo da sua gestão frente à pasta. Para tanto algumas mudanças já estão em andamento, como o Projeto Piloto na Estratégia de Saúde da Família do CAIC, com atendimento por agendamento e também livre demanda. A intenção é expandir o projeto às demais E.S.Fs. O fim da busca por fichas nos Postos de Saúde na madrugada é uma das principais demandas da comunidade camponovense que depende da Saúde Pública.

Outra ação, que é também promessa de campanha do Prefeito Zancanaro, é a entrega de medicamentos em casa, o que deve ocorrer após for colocado em dia o estoque de medicamentos da Farmácia Municipal. A entrega de medicamentos em casa, porém, obedecerá alguns critérios, descritos na entrevista com a Secretária de Saúde do município. A humanização da saúde, disse a Secretária Sandra, começa pelo bom atendimento às pessoas, que devem ser acolhidas por toda a equipe da saúde.

Há muito o debate quanto à humanização da saúde acontece no Brasil. É importante que iniciativas sejam tomadas nos municípios, primeira instância de atendimento do setor. Mas há ainda uma grande lacuna, em função das políticas públicas voltadas ao setor, que não dependem única e exclusivamente dos municípios.

Há dificuldades em torno das condições de trabalho, de pactuação das diferentes esferas do SUS, defasagem de repasses feitos pelo Sistema Único de Saúde, da grande fila de espera dos serviços que dependem do sistema, como exames, consultas com especialistas e até mesmo cirurgias que requerem o encaminhamento para centros maiores. Há cotas e os municípios de referência para média e alta complexidades, atendem grandes regiões e as filas de espera são uma realidade em todo o país.

Ainda estamos longe de um modelo eficaz no Brasil, que garanta acesso universal, equânime e integral a todos os cidadãos brasileiros. Embora o SUS tenha sido uma conquista para o setor, o modelo precisa ser aprimorado, para que a humanização da saúde não seja apenas a busca pela sobrevivência, mas a valorização da vida.

É mais que uma relação técnicas entre o preventivo e o curativo, mas a responsabilidade pela pessoa, que perpassa ainda pela dedicação profissional de todos que atuam no setor.

Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe.

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1465 de 09 de Fevereiro de 2016.

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