CãoTerapia: patinhas e lambidas que mudam vidas

Projeto de Extensão é desenvolvido pelo Curso de Medicina Veterinária da UNOESC na AMA Campos Novos.

A fama de melhores amigos do homem já ultrapassou a fronteira do convívio doméstico: os cães vêm sendo utilizados, com sucesso, como auxiliares na terapia e reabilitação de pacientes adultos e crianças. Os animais têm se revelado poderosos antídotos contra a depressão, levando alegria e promovendo a interação.

Nesse sentido, acadêmicos do curso de Medicina Veterinária da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc Campos Novos, desenvolvem junto aos alunos da Associação dos Pais e Amigos dos Autistas (AMA) – o projeto CãoTerapia. A iniciativa de extensão visa desenvolver um programa de terapias e atividades assistidas por animais, em que o cão é a principal forma de interação, trazendo benefícios sociais, emocionais, físicos ou cognitivos de pacientes humanos.

Segundo a professora e coordenadora do projeto, Laís Villa Demétrio, o objetivo é também desenvolver experiência de descontração e interação entre os acadêmicos do curso de Medicina Veterinária, os animais cadastrados no CãoTerapia Unoesc e os alunos frequentadores da AMA, estimulando-os à interação social e emocional. “A ação ajuda a diminuir o estresse, a tristeza e a ansiedade das crianças com autismo, além de estimular a socialização e a integração dos pacientes com a família. Durante as atividades as crianças saem das salas para interagir com os cães e acabam se socializando com outras crianças. Como resultado, têm melhor convívio com os profissionais da AMA, aceitando melhor os procedimentos”, ressalta a professora.

Ao todo são vinte e quatro acadêmicos e doze cães cadastrados divididos em quatro grupos que realizam atividades uma vez por semana na AMA. “Uma vez por semana, os cães do projeto visitam as crianças e a ideia é expandir a ação na APAE e Grupo de Idosos do município”, complementa Laís Villa Demétrio.

A expansão do projeto está prevista para o ano que vem.  Independentemente de raça, os animais selecionados devem ser dóceis e de fácil convívio “Os animais escolhidos para o programa tem que ser extremamente dóceis, pois os alunos podem vir a pegá-los de alguma forma que os animais não se sintam confortáveis, evitando assim possíveis mordidas”, deixa claro Laís.

Ela também relata que alguns alunos, mais sensíveis ao toque humano, aderiram muito bem ao método adotado pela CãoTerapia, permitindo a proximidade com os animais. A professora comenta que o projeto foi inspirado em experiências adotadas em outras instituições, observando que cão, interage de forma diferente do humano e o relacionamento se dá de forma natural.

A ação permite ainda que os acadêmicos desenvolvam o voluntariado, pela disponibilidade de estar a serviço, promovendo um projeto social, em benefício do bem comum. A Terapia Assistida por Animais é útil na socialização das pessoas, na psicoterapia, em tratamentos de pacientes com necessidades especiais, na diminuição da ansiedade de várias causas e auxílio terapêuticos em diversas patologias.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1495 de 07 de Setembro de 2017.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.