Verminose

Alexandra Niec

A verminose é uma patologia muito comum em cães que pode ocasionar sérios problemas e até mesmo por em risco a vida do cão, dependendo do grau de severidade com que ocorre e da idade e estado em que se encontram. Os diversos tipos de vermes em cães podem ser encontrados no intestino, coração, estômago, esôfago, pulmão e rins. Vermes em cães provocam irritação, infecção e destruição dos tecidos e mucosas dos órgãos onde se alojam devido a sua fixação; obstrução de vasos e dos órgãos ocos devido ao acúmulo de parasitas; espoliação de células e substâncias alimentares quando alojados no intestino, onde retiram vitaminas e outros elementos vitais; além da ação tóxica causada pelas exotoxinas e endotoxinas que produzem.

Existem vários tipos de vermes em cães, que são classificados entre “redondos” e “chatos”.A contaminação pode acontecer pela via oral (ingestão de ovos, oocistos ou larvas infectantes), via percutânea (penetração ativa das larvas pela pele), via intrauterina (através da placenta, contaminando o filhote ainda na barriga da mãe) e pela via galactogênia (filhote é contaminado através do leite da mãe).

Muitos são os danos causados por vermes em cães como obstrução ou ruptura intestinal, anemia, diarreia, vômito, convulsões, pneumonia, emagrecimento progressivo, pelos ásperos e sem brilho, crescimento tardio, predisposição a outras doenças, menor absorção e digestão dos nutrientes, perda de sangue e proteína. Cães com aspecto saudável também podem ter vermes e, portanto, é fundamental que os cães sejam vermifugados corretamente e façam exames de rotina regularmente.

São vários os sintomas de vermes em cães: animal com a barriga abaulada, onde é comum o proprietário achar que seu animalzinho esteja gordinho; Olhar triste, que deve ser avaliado por um profissional para diferenciação de outras doenças; Animal arrasta o “bumbum no chão”; Magreza; Fezes moles, com sangue; Presença de vermes nas fezes, onde é importante a observação do proprietário para relatar ao médico veterinário o tipo de verme encontrado para um bom diagnóstico e tratamento adequado, existem vermes redondos, achatados, e vermes que soltam proglotes, parecidos com uma semente de pepino ou grão de arroz.

A vermifugação deve ser uma prática constante, pois tem efeitos profiláticos e curativos. Em filhotes é possível repetir a vermifugação a cada 30 – 40 dias em média, de acordo com a orientação do médico veterinário. Lembre-se que algumas parasitoses de cães são transmitidas aos homens, ou seja zoonose (exemplo giárdia ), portanto a vermifugação deve ser feita no mínimo 3 vezes por ano, durante toda a vida dos cães, não deixando de fazer o reforço da primeira dose, que pode ser em 15 ou 21 dias.

A principal medida de prevenção dos vermes é o controle do ambiente. Por exemplo, a remoção de fezes, evitar que o animal faça as necessidades em local fechado e que não pegue sol, já que a umidade é um fator que proporciona a sobrevivência das larvas e ajuda os vermes a crescerem. Nos canis, é muito importante que haja higienização com água morna e pegue sol.

O verme que mais acomete os cães se chama dipilídio e é transmitido através de pulgas e piolhos, que são os hospedeiros intermediários, fazendo necessários os cuidados com este problema.  Tome um remédio de verme pelo menos de 6 em 6 meses se você tem cães.

Por: Alexandra Niec
Médica veterinária – CRMV 5056

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1497 de 21 de setembro de 2017.

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