Noite Cor-de-Rosa abordou a prevenção do câncer de mama e a busca da felicidade

Mais de 120 mulheres participaram nessa quarta-feira (18) na Associação Atlética da Copercampos de mais uma edição da Noite Cor-de-Rosa, promovida pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Campos Novos em parceria com o Núcleo Feminino da Cooperativa. O evento fez parte da programação do Outubro Rosa.

Na oportunidade o médico mastologista, Fernando Martins, destacou que o autoexame das mamas através do toque é a maneira mais popular e divulgada para detectar o câncer de mama, mas nem sempre a doença pode ser percebida somente com o apalpar dos seios. “A importância do autoexame das mamas reside no autoconhecimento e autocuidado das mamas. O autocuidado significa cuidar da própria saúde”, ressaltou.

Fernando Vequi Martins

Embora possa ser um tema difícil de tratar, falar abertamente sobre o câncer pode ajudar a esclarecer mitos e verdades e, com isso, aumentar a chance de enfrentamento da doença. Um em cada três casos de câncer pode ser curado se for descoberto logo no início. Mas muitos pacientes, por medo ou desconhecimento, preferem não falar no assunto e acabam atrasando o diagnóstico. Por isso, é preciso desfazer crenças sobre o câncer, para que a doença deixe de ser vista como uma sentença de morte ou um mal incurável e inevitável. “Falar sobre o câncer de mama sempre é muito importante, pois a cada ano surgem novas atualizações, novos conceitos e nova quebra de paradigmas. É sempre uma informação diferente, o câncer de mama é uma doença com muitas mudanças no que se refere a diagnóstico e tratamento e desta forma as mulheres podem ser atualizadas regularmente”, afirmou o mastologista Fernando Vequi Martins, que conversou com a reportagem do Jornal O Celeiro na última segunda-feira, 16.

Dr. Fernando observa que alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, apresentam sintomas e sinais em suas fases iniciais. A detecção precoce ajuda a reduzir a mortalidade e traz melhores resultados no tratamento. “Quando a gente estimula a prevenção, a fazer a mamografia ou procurar o mastologista, o principal objetivo é descobrir a doença no começo, pois quanto mais acesso à prevenção, existe uma tendência a aparecer mais casos de câncer, por isso o Outubro Rosa é importante e eficiente. Não precisa ter medo, o aumento da incidência não é um ponto a se preocupar, mas sim, se esse aumento da incidência é acompanhado do diagnóstico precoce. Geralmente as mulheres que se previnem conseguem descobrir a doença mais cedo. Hoje um câncer de mama quando diagnosticado na fase inicial, as taxas de cura se aproximam de 100%”.

Fernando Vequi Martins também chama atenção para a idade preconizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na realização do exame de mamografia, a partir dos 50 anos e até 69 anos e a cada dois anos, ou seja, 10 mamografias em toda a vida. “Se seguirmos as recomendações do SUS somente iremos atingir 46% de pacientes com diagnóstico de câncer de mama. Ou seja, há mais cânceres de mama fora da faixa etária recomendada pelo SUS do que dentro da idade orientada. Por isso a gente sempre orienta que a mulher comece a fazer a mamografia aos 40 anos”.  A orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia é que toda mulher sem sintomas inicie com as mamografias aos 40 anos e realize o exame anualmente até o fim da vida.

Uma mudança no tratamento cirúrgico também está sendo estimulada informou o mastologista, a fim de reduzir o tamanho do nódulo, para posteriormente proceder com a retirada. “A gente tem mudado bastante o nosso conceito em deixar a cirurgia para depois. Quando não se consegue preservar a mama, se aplicam tratamentos que possam reduzir o tamanho do nódulo, como por exemplo, a quimioterapia. Reduzido o tamanho do tumor, é possível fazer uma cirurgia muito mais conservadora, praticamente sem diferença nenhuma entre uma mama e outra”.

Já psicóloga Marileia Ramos da Silva, durante o evento dessa quarta-feira, ministrou a palestra com o tema: “Felicidade é uma escolha, é possível”. “O que a ciência nos diz hoje sobre a felicidade? Quais são as variáveis da nossa vida que implicam diretamente no nosso bem-estar e como que a gente pode olhar essas variáveis através do autoconhecimento para estar avalizando quais desses pontos estão bem, como a gente pode melhorar e acima de tudo com essas variáveis. | gente acaba se dando conta que o maior poder que a gente tem sobre nosso bem-estar é o controle da mente, é o nível e a qualidade dos nossos pensamentos, pois o que a gente pensa interfere nos sentimos. E a felicidade nada mais é do que sentir-se bem, momentos de bem-estar e alegria, de celebração na verdade são só momentos”, observa a psicóloga.

Ainda de acordo com a psicóloga Marileia Ramos da Silva, quem busca continuamente a felicidade, acaba se frustrando. “Por outro lado quem busca ser feliz sempre, se frustra, porque não existe felicidade contínua. Para ver felicidade precisa ter antagonismo, momentos de infelicidade”, refletiu

Fatores de risco

O câncer de mama está entre os assuntos mais importantes no que se refere à saúde da mulher. De acordo com dados divulgados pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), o câncer de mama é o segundo câncer mais comum no mundo e representa 28% dos casos novos que surgem por ano. A doença é caracterizada pela produção rápida e desordenada de células, que formam um tumor maligno na região mamária. O câncer de mama está entre os assuntos mais importantes no que se refere à saúde da mulher.

De acordo com dados divulgados pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), o câncer de mama é o segundo câncer mais comum no mundo e representa 28% dos casos novos que surgem por ano. A doença é caracterizada pela produção rápida e desordenada de células, que formam um tumor maligno na região mamária. De acordo com Fernando Vequi Martins, o maior fator de risco é um histórico familiar, especialmente mãe ou irmã com câncer de mama. Há também os fatores ambientais como obesidade, sobrepeso, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica e exposição frequente a radiações ionizantes ((raios X, mamografia e tomografia). Manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco de câncer de mama. A amamentação também é considerado um fator protetor.

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