Acadêmico de Agronomia alia o conhecimento adquirido na Unoesc à profissão de apicultor

Se as abelhas se extinguissem da terra, segundo o físico Albert Einstein, a humanidade teria no máximo mais quatro anos de vida, pois sem elas, não há polinização, o que acabaria com a cadeira alimentar. E é sabendo disso, que André Granzotto Machado, acadêmico da 9ª fase do curso de Agronomia da Unoesc Campos Novos se dedica a apicultura.

Seu interesse pelas abelhas começou há doze anos, quando recebeu do avô uma caixa de abelhas sem ferrão (plebeias). Curioso, André passou a fazer cursos na área e verificando que era uma atividade rentável e expandiu a produção. Hoje trabalha com abelhas de ferrão que são as APIs melífera, com os trigonideos que são as jatais, plebeias, Iraí, tubuna e um tipo de meliponíneos, conhecida como Manduri.

— Minha produção é por estações, da primavera ao verão temos uma produção equivalente a 30 kg de mel por caixa de abelha, bem manejada pode chegar a 50 kg, entregamos para toda a região, inclusive para merenda escolar. O restante é vendido em feiras e por meio do anúncio em redes sociais — contou.

André afirma que o mercado, de algum tempo para cá está, mais difícil, mas, que graças ao conhecimento adquirido na Unoesc está conseguindo apostar na qualidade da produção, o que é um diferencial.

— Na Unoesc tive um crescimento cultural muito importante para o desenvolvimento desta atividade. Disciplinas como: Administração Rural, Entomologia, Genética Clássica, Economia Rural, Silvicultura e Sistemática Vegetal são algumas matérias eu utilizei para administrar minha produção, outras para entender a produção do néctar, do pólen, da própria fecundação das Flores, outras matérias me ensinaram partes diferenciadas e órgãos responsáveis por produção de mel, cera, geleia real e própolis — comentou

Como desafios da profissão, o acadêmico destaca a necessidade de conscientizar as pessoas sobre a importância das abelhas e o pouco reconhecimento da profissão que exige estudo, dedicação e carinho no manejo.

— Existem os abelheiros que apenas vão ao apiário para colher o mel e o verdadeiro apicultor, que vai várias vezes por ano para alimentar as abelhas nas horas de muita chuva, defende-las de parasitas e doenças além de limpar o local. É preciso carinho nisso que se faz — disse o acadêmico.

André avalia, que nos últimos dois anos, o mercado teve muitas oscilações. Primeiramente, com a baixa produção, o mel acabou valorizado, atingindo valores em torno de R$14 pelo kg. Neste ano, com a produção elevada, a procura estabilizou e o valor caiu quase para a metade. Hoje há possiblidade de negócio com a Argentina, mas, como o valor oferecido é baixo, produtores como ele estão cautelosos. Por isso, a aposta é continuar atualizado quanto às necessidades de produção e se especializando na área.

— Estamos organizando uma cooperativa. Temos ainda, um grande centro de beneficiamento de mel abandonado na Epagri e estamos na luta para reativá-lo. No futuro pretendo trabalhar apenas com apicultura e meliponicultura. Já para aqueles que ficaram com curiosidade sobre a apicultura, no YouTube há vários vídeos que demonstram manejos e métodos para se produzir Mel vale a pena ver pois este é um ramo fascinante — concluiu.

 

Informações Assessoria de Imprensa Unoesc.

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