Quarta-feira , 18 Julho 2018
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Doença mão-pé-boca tem casos suspeitos em Campos Novos

Virose teve casos em crianças que frequentam creches do município.

Conforme especialistas, a doença mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês) é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

Entre os sinais da doença estão: estado febril nos dias que antecedem o surgimento das lesões; aparecimento na boca, amídalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações dolorosas; erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

A virose não é passível de notificação pela saúde pública, por este motivo não houve casos registrados pela Vigilância Epidemiológica de Campos Novos. No Hospital Dr. José Athanázio também não houve diagnóstico. Mas em levantamento feito pela reportagem do Jornal O Celeiro, nas creches houve casos com esses sintomas e os pais foram orientados a deixar os filhos em casa até que melhorassem. No levantamento feito junto aos Centros de Educação Infantil de Campos Novos, via telefone, apuramos 39 casos com a sintomatologia. Desses, 3 casos foram atendidos na E.S.F. do CAIC, confirmando a virose.

O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum. Quando a sintomatologia típica da doença mão-pé-boca se instala, a erupção das lesões na orofaringe é antecedida por um período de febre e gânglios aumentados, seguido de mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia (exame de sangue) podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção.

Não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

*Reportagem publicada no Jornal “O Celeiro”, Edição 1521 de 22 de março de 2018.

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