Santa Catarina em segundo lugar no ranking de geração de empregos

Resultado positivo para o mês de fevereiro foi puxado pela indústria de transformação

Santa Catarina registrou saldo de 16,3 mil novas vagas com carteira assinada no mês de fevereiro. Ao todo, foram 99,7 mil contratações contra 83,3 mil demissões. Com o resultado, o Estado fica atrás apenas de São Paulo, que gerou 30 mil novos postos de trabalho. Na avaliação do governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, o segundo lugar no ranking é ainda mais positivo se levado em consideração que o Estado de São Paulo é significativamente mais populoso. “Só ficamos atrás em números absolutos. Isso mostra o espírito empreendedor de nossa gente, dos nossos empresários e dos nossos trabalhadores”.

No Estado, a área que mais gerou empregos foi a indústria de transformação, com saldo de 12.041, melhor resultado do país no setor. Os municípios que apresentaram melhores resultados são Blumenau, com 2.020 novas vagas; seguido de Joinville, com 1.673; Jaraguá do Sul, com 1.362; e Brusque, com 1.313 postos de trabalho.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. Pinho Moreira ressalta que, desde janeiro, foram criadas em Santa Catarina 33.692 novas vagas com carteira assinada. “Isso é extremamente importante para a qualidade de vida e para o equilíbrio social”, avalia o governador.

No Brasil, em fevereiro, foram criados 61.188 postos de trabalho, representando um aumento de 0,16% em relação a janeiro. É o melhor resultado para o mês desde 2016 e o segundo resultado positivo do ano na criação de vagas, decorrente de 1.274.965 admissões e 1.213.777 desligamentos.

Setores

Cinco dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo. O principal deles foi o de Serviços, com a criação de 65.920 novos postos de trabalho, crescimento de 0,39% sobre o mês anterior. A Indústria de Transformação foi o segundo setor com melhores resultados (17.363 postos), com um acréscimo de 0,24% sobre janeiro. O terceiro melhor resultado ficou com a Administração Pública (9.553 postos), seguido de Serviços Industriais de Utilidade Pública (629 postos) e Extrativa Mineral (315 postos).

Apenas três setores apresentaram saldos negativos: Comércio (-25.247 postos), Agropecuária (-3.738 postos) e Construção Civil (-3.607 postos).

Regiões

Das cinco regiões, quatro apresentaram saldos positivos no emprego. O melhor desempenho foi no Sul, que teve acréscimo de 37.071 postos. O Sudeste teve aumento de 35.025 vagas formais, Centro-Oeste, com 14.407, e Norte, com 638. O desempenho negativo foi no Nordeste (-25.953 postos).

Entre as unidades da federação, 15 estados e o Distrito Federal registraram variação positiva no saldo de empregos e 11 estados, variação negativa. Os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo (30.040 vagas), Santa Catarina (16.344), Rio Grande do Sul (13.024), Paraná (7.703), Minas Gerais (7.288) e Goiás (5.137).

Os menores saldos de emprego ocorreram em Alagoas (-10.698), Pernambuco (-7.381), Rio Grande do Norte (-3.570), Paraíba (-2.758), Rio de Janeiro (-2.750) e Sergipe (-931).

Fonte: RCN On Line

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