Sexta-feira , 22 Junho 2018
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Estudos e pesquisas ajudam autistas a alcançarem inclusão

Avanço nas pesquisas aumenta expectativas na melhora do transtorno do Autismo

Cada vez mais temas sobre o autismo vêm ganhando espaço, isso porque tem sido realizados, tanto no Brasil como no mundo, inúmeras pesquisas e testes para aumentar em conhecimento sobre o transtorno que acomete tantas pessoas. Apesar dos estudos, ninguém conseguiu explicar a causa específica do autismo e nem se fala em cura, os estudos apenas apresentam terapias que melhoram a vida de quem apresenta o transtorno. Recentemente esteviveram em Campos Novos o neurologista Dr. Ergon Frantz, o terapeuta ocupacional Fernando Calil a pedagoga Edite Sehnem e para participar do seminário promovido pela Associação de Pais e Amigos dos Autistas (AMA). Na ocasião o terapeuta falou sobre a equoterapia e seus benefícios, e a pedagoga dissertou sobre a importância de práticas pedagógicas inclusivas.

Fernando Calil

A equoterapia, defendida pelo terapeuta, é um tratamento realizado com cavalos, aonde a interação do autista com o animal promove uma melhora significativa no seu desenvolvimento, é um método terapêutico com abordagem da área da saúde e educação. Fernando diz que pessoas com o transtorno do espectro autista tem necessidade de atenção especial devido suas inúmeras dificuldades. “Através dessa interação entre o cavalo, os terapeutas conseguem trazer para o mundo do autista mais bem estar, essa relação traz a ele melhor comunicação, participação no meio social, maior integração do seu sentido sensorial”, afirma. No entanto a equoterapia ainda não é um tratamento muito popular no Brasil, em virtude de exigir um espaço apropriado e equipamentos adequados, além de precisar de uma equipe multiprofissional, que inclui, os orientadores e os tratadores dos animais.

A Equoterapia foi implantada no Brasil na década de 80, e desde então, através da Associação de Equoterapia, tem alavancado estudos científicos que já comprovaram que o tratamento com cavalos realmente gera resultados significativos na vida da pessoa com o autismo.

Edite Sehnem

A Pedagoga Edite Sehnem, destacou as diretrizes do Programa Pedagógico e do Programa da Politica de Educação Especial de Santa Catarina. Esses programas buscam promover os tipos de atendimento em classe, dentre eles o segundo professor, que é essencial em sala de aula para auxiliar o autista. Ela alerta também sobre a importância das escolas e professores se prepararem para receber as demandas de alunos especiais. “É fundamental que o professor tenha a concepção correta sobre alunos com autismo. O olhar do professor precisa ser modificado. Estamos caminhando para que as escolas estejam preparadas para construir práticas inclusivas”, diz Edite.

Ela também pontuou a importância das famílias buscarem conhecimento sobre o transtorno para aceitarem e aprenderem a lidar com o filho autista. A Pedagoga também se posicionou quanto a classificar um autista como uma pessoa doente. “Autismo não é doença. Doença é uma questão de saúde, nem todo autista tem deficiência mental, eles podem ter o transtorno e serem pessoas bem saudáveis”, conclui.

Os avanços em Campos Novos

O número de crianças com o transtorno do espectro Autista em Campos Novos é bem elevado, no entanto este número é bem assistido pela Associação dos Pais e Amigos do Autista (AMA). O programa oferece aos autistas terapias e atendimentos especializados para ajuda-los a evoluir intectualmente e tornarem-se mais independentes, capacitando-os, inclusive, ao mercado de trabalho e ao ensino regular.

Vera Otonelli Durli

A presidente da AMA Campos Novos e vice-presidente da Associação Catarinense de Autismo (ASCA), Vera Otonelli Durli, relata que mais de 40 alunos da Ama estão no ensino regular, e conseguem ter um bom rendimento com o acompanhamento de um segundo professor.

A AMA Campos Novos tem alcançado conquistas que vão ajudar ainda mais os autistas. Vera confirmou a construção de uma nova sede e de um centro de Equoterapia em Campos Novos. Para iniciar as obras, a AMA está em processo de captação de recursos através do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e do Programa Nacional de Apoio à atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS). O Centro de Equoterapia da AMA será aberto para todas as pessoas com algum tipo de transtorno. Mas Vera explica que apenas após avalição e indicação da equipe medica é que a pessoas poderá realizar a terapia com cavalos. Sobre a terapia, Vera conta que o tratamento ajuda muito na autoestima deles. “Os movimentos tridimensionais que o cavalo proporciona trabalha muito mais que a fisioterapia tradicional, e a evolução é mais rápida, eles se sentem muito bem”, relata.

Alerta: Os pais devem ficar atentos ao comportamento dos filhos, a partir dos dois anos já é possível perceber alguns sinais de que a criança é autista. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para ajudar a criança a desenvolver normalmente.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1530 de 24 de maio de 2018.

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