Mudança de clima aumenta risco de doenças respiratórias

Oscilações de temperatura afetam sistema imunológico facilitando o aparecimento de doenças

Maria Lídia e Barbara Debortuli Gaio

O outono já está na metade, e as chuvas de inverno já começaram. Temos uma mudança brusca de temperatura: horas o dia está bem quente, horas está bem frio. Essa oscilação de temperatura e umidade danifica o sistema imunológico, tornado as pessoas mais vulneráveis a vírus e bactérias, principalmente os que causam doenças respiratórias. Nesta época do ano os postos e hospitais aumentam bastante o número de atendimentos de pessoas com doenças sazonais.

Gripe, resfriado, coriza, espirros constantes, congestionamento nasal, são apenas alguns problemas que acometem as pessoas nesse período, principalmente crianças e idosos. Geralmente essas doenças sazonais não duram muito tempo, mas no período em que elas se instalam no corpo causam bastante desconforto. Com o sistema imunológico comprometido e as condições favoráveis, os vírus dominam o corpo.

No inverno é comum as pessoas se isolarem em casa pra minimizar o frio, mas fazer isso é um perigo, pois lugares fechados armazenam vírus e bactérias causadoras das doenças respiratórias. A enfermeira-chefe Maria Lídia, aconselha que mesmo no frio é preciso arejar a casa. Andar bem agasalhado é outro meio de se prevenir. Os pais devem agasalhar bem os filhos ao irem a escola. Outro lembrete é o cuidado com a higiene. O uso das mãos para assuar o nariz e espirrar deve ser evitado, ou pelo menos usar o antebraço, para evitar espalhar o vírus ao cumprimentar as pessoas. Ela ressalta ainda que neste período é muito importante a ingestão de água, que é essencial para hidratar o corpo.

Nem sempre os cuidados impedem que a doença se espalhe, caso sintomas apareçam é preciso buscar ajuda profissional. Alguns sintomas se não cuidados podem evoluir para a pneumonia. Maria Lídia alerta que o doente deve procurar um posto de saúde próximo para tratar o mal. “Muitas pessoas vão ao hospital quando estão com esses sintomas, mas no posto de saúde é possível ter um acompanhamento completo”, diz.

Para ajudar os pacientes que evoluem a um quadro infeccioso mais grave e ficam com os brônquios comprometidos existe a fisioterapia respiratória. A fisioterapeuta Barbara Debortuli Gaio utiliza o método que envolve exercício e manobras que facilitam a respiração e fortalecem o pulmão. “As diversas técnicas de fisioterapia respiratória são muito úteis para melhorar a função pulmonar e para favorecer a expulsão de secreções em pessoas afetadas por doenças broncopulmonares”, explica.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1529 de 17 de maio de 2018.

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