Domingo , 27 Maio 2018
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Uso consciente de agrotóxico minimiza impactos ao meio ambiente

Insumos apesar de prejudiciais ao meio ambiente são apontados  como essenciais para produção agrícola

Para muitos ele é um grande vilão do meio ambiente, para outros ele é o salvador das plantações. Ambientalistas alegam que o uso de agrotoxicos é um perigo para a sociedade e meio ambiente. Já os produtores rurais defendem seu uso como essenciais para a agricultura. Pensando nisso há pouco tempo tem-se havido uma mobilização entre os órgãos públicos e produtores rurais a cerca do uso correto de agrotóxicos, regularização e riscos.

Recentemente aconteceu em Santa Catarina o I Seminário Intergovernamental sobre controle de Agrotóxicos, realizado com o objetivo de discutir ações, integrar órgãos e fiscalizar a comercialização e uso dos agricultores. Na ocasião os presentes foram atualizados sobre o Decreto Estadual 1.331/2017, que trouxe novas regulamentações sobre o uso de agrotóxicos no estado, e foram apontados também os perigos que os mesmos podem trazer.

A discussão é válida e merece toda atenção, pois o setor agropecuário, que é impulsionado por meio do uso de agrotóxicos, é um dos maiores responsáveis pelo crescimento da economia do país representando ¼ do PIB. O que nos leva a entender que a ausência do agente significaria perdas expressivas para o setor econômico.

Os insumos são responsáveis pelo crescimento acelerado na produção, haja vista que agem no combate a pragas, doenças e plantas daninhas, fato que justifica sua grande comercialização e utilização. O clima tropical do Brasil contribui para o surgimento desses inimigos das plantações, por isso o Brasil aparece como um dos maiores consumidores de agrotóxico do mundo.
Pesquisas recentes têm apresentado alternativas e produtos que minimizam os impactos ambientais, o avanço da tecnologia agrícola incentiva ainda mais os produtores a usarem os defensivos de forma consciente e correta.

O uso correto também é necessário por parte dos produtores e isso já acontece no campo o exemplo é a tríplice lavagem antes do descarte e também o “Dia do Campo Limpo”, evento onde a maioria dos produtores dão destino correto às embalagens não mais usadas no campo.

Existem também atualmente órgãos voltados a fiscalização, regularização e orientação sobre o uso dos agrotóxicos. A nível federal podemos citar a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e a nível regional temos a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).

Em Campos Novos o assunto é de grande interesse, pois a cidade tem a agropecuária como seu carro chefe. Os grandes produtores trabalham e incentivam o modo responsável para levar ao consumidor final produtos de qualidade. O presidente da Associação de Revendas de Agrotóxicos na região de Campos Novos, (ARARCAM), Marcelo Capelari, garante que é possível usar o agrotóxico de forma não prejudicial.

Marcelo diz que desde a venda do produto é prescrito um receituário agronômico que estabelece a cultura para o qual ele é indicado e a forma correta de utilização. “Existem regras que estabelecem ate mesmo o tempo de exposição do agente nas produções. Não se pode utilizar de qualquer jeito, até o descarte de embalagem deve ser feito de forma segura. Seguindo as recomendações, os riscos são mínimos”, ressalta.

O uso de agrotóxicos é como o uso de remédios, compara Marcelo. “Se o médico receita uma dose de remédio por dia, você não pode tomar mais de uma, se não ira fazer mal, assim se da com os agrotóxicos, eles são todos prescritos, se utilizados corretamente eles não irão trazer prejuízos”, assegura.

Sendo assim, o produtor precisa se conscientizar e agir de forma responsável, promovendo uma alimentação mais saudável para o consumidor. Quanto aos órgãos públicos, cabem a eles fazer uma assessoria e garantir que as leis sejas obedecidas. Os agrotóxicos precisam ser fiscalizados e devem estar de acordo com o que a legislação prevê, por exemplo, não devem ser cancerígenos, montagênicos, nem causar infertilidade.

Com o passar dos anos as pessoas estão mais exigentes, e o mercado precisa se adequar aos novos consumidores. Que a indústria de alimentos consiga proporcionar a todos qualidade de vida. Com ou sem agrotóxicos que os produtos sejam pensados não só para o bem capital, mas para o bem estar de toda a população.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1528 de 10 de maio de 2018.

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