Desvalorização seguiu tendência nacional. Mesmo com queda, rentabilidade ainda é maior do que em outros anos
Em junho, o preço pago pela saca de 60 kg de soja em Santa Catarina teve recuo de 4,18%, seguindo redução de preços em outros estados. Apesar da queda, o grão se mantém valorizado com cerca de 17,58% de aumento no comparativo entre maio de 2018 e maio de 2017. No Estado, a saca está cotada a R$ 74,57.
A colheita da safra 2017/2018 foi encerrada em Santa Catarina. O Estado colheu, neste ano, mais de 2,41 milhões de toneladas do grão em 658 mil hectares cultivados. Estima-se que a área destinada à soja tenha aumentado 3,9%, avançando sobre produções de milho, pastagens, fruticultura e feijão.
Apesar do aumento da área, a produtividade foi menor e o crescimento do volume colhido foi de apenas 1,9%. A plantação sofreu problemas pontuais de estiagem, principalmente na Serra, e com doenças na região do Planalto Norte e de Campos Novos, no Meio-Oeste.
A região de Canoinhas teve o maior volume colhido, com mais de 500 mil toneladas. Em seguida, a região de Xanxerê, com 491 mil toneladas, Curitibanos, com 448 mil toneladas e Chapecó, com 292 mil toneladas.
No Brasil, a colheita foi de 118,9 milhões de toneladas, resultado recorde. A estimativa é de que o aumento de produção foi de 4,2% em relação ao ano passado.
Existe a possibilidade de o país aumentar a exportação para a China, já que chineses e americanos estão em disputa no mercado internacional. Recentemente, a China implementou tarifas aos produtos dos EUA, medida que pode beneficiar a entrada da soja brasileira.






