Consciência coletiva gera campanhas limpas

Os pré-candidatos às eleições não veem a hora de começar oficialmente as propagandas políticas para o pleito de 2018. Só assim estará liberada a infestação na cidade de todo tipo de publicidade, mas não há o que criticar, afinal, a propaganda é a alma do negócio, e os candidatos precisam ser vistos pelo eleitor. O apelo é que as campanhas sejam física e moralmente limpas.
O desejo de ganhar as eleições deveria vir acompanhado da consciência coletiva que deixa de lado os interesses pessoais e prioriza o bem da comunidade. Portanto, cabe aos candidatos bom senso quanto às consequências de suas ações de promoção eleitoral. Ou será que prevalece o discurso do ‘agora vale tudo’ ?

O que vemos no cenário político nacional é um discurso contraditório, em que teoria e ação não andam de mãos dadas. A corrupção flagrante bate de frente com as aparências enganosas, e nos vem a mente a imagem do lobo em pele de ovelha. Os erros são tão frequentes e comuns que deixam as pessoas sem opções, aonde a decisão é baseada não no candidato mais justo, mas no candidato que erra menos.

Não podemos generalizar e nem julgar, mas, infelizmente, muitos fatos mostram que a classe política tem deixado a desejar e a população fica cada vez mais decepcionada. Resta então o apelo, a cobrança, o pedido. Que a ética, a moral, os princípios e os valores sejam vistos desde o momento de campanha até o fim de um mandato.
Que a boa moral e os valores produzam discursos que ecoem verdades e boas intenções, que o desejo de cada um seja promover o bem estar, não apenas dos seus, mas de todas as pessoas. Que ao invés de acumular riquezas, sejam acumuladas e contabilizadas boas ações. Que as promessas que enchem de esperança sejam cumpridas. Que os representantes, de fato representem quem realmente precisa.

Que a pureza também esteja presenta nas campanhas de forma literal. Materiais distribuídos aleatoriamente e espelhados pela cidade causam uma imagem negativa do município. Além disso, o papel pode levar de quatro a seis meses para se decompor, e neste tempo eles ficam acumulados na natureza causando poluição e muitos prejuízos ambientais.

Portanto, que os candidatos levem a sério esses fatores na hora de promover comícios e passeatas e se atentem que os cuidados com a natureza também fazem parte de uma boa gestão. O zelo pelas pessoas e pelo meio ambiente deve motivar os que anelam um cargo público a dar seu melhor, mesmo nos períodos de angariar os votos.
A reflexão talvez seja apenas uma utopia, mas não custa nada acreditar na decência política.

Por: Por: Priscila Nascimento – Jornalista

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1540 de 02 de agosto de 2018.

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