Dizem que os jornalistas são especialistas em generalidades, meio paradoxal essa afirmação, mas muito dita entre os profissionais da área no meio acadêmico. Apesar da falta de nexo, a frase faz sentido. Existem jornalistas que se especializam em uma única área entendendo e escrevendo com erudição sobre temas específicos. Mas há alguns profissionais da comunicação que tem sua rotina regida pelos acontecimentos e pautas mais variadas possíveis. Num único dia ele escreve sobre política, agronegócio, comércio, economia, esporte, e o que mais surgir.
Moda, autoconhecimento, arqueologia. Nesta edição, assim como nas demais, apresentamos várias notícias e matérias, entre os assuntos estão os três citados no início deste parágrafo. A expressão especialista em generalidades, agora faz mais sentido. Não é um termo literal, uma simples matéria não te torna especialista em nada. Mas abre portas para algo novo, desperta a curiosidade e atiça a busca por mais conhecimento. Um novo olhar sobre a moda, não sobre tendências e combinações, ou o desejo desesperado de acompanhar cada modismo estabelecido pela celebridade do momento, mas seu contexto histórico e sua representatividade no decorrer dos anos.
O autoconhecimento, um termo tão clichê, mas que vai além do conhecimento adquirido nos livros de autoajuda, que vai além de uma simples compreensão do significado da palavra. Mas uma ferramenta que leva o ser humano a ação, algo que na prática pode transformar e impulsionar vidas. Uma busca que pode ser enriquecedora, que te tira da zona de conforto e te torna melhor para si e para os outros, um conhecimento que promove e mantem boas relações.
A arqueologia é mais do que papel rasgado e amarelado ou material antigo e quebrado, através desta ciência é possível entender os costumes e culturas dos antepassados e verificar a raiz de muitos costumes que perduram ate os dias de hoje. Compreendendo o passado, é possível compreender o hoje. Não é uma área entediante, mas de grande importância para toda a sociedade.
Conversar por um tempo com pessoas que são especialistas em suas áreas dá uma pequena dimensão do quanto conhecimento ainda pode ser buscado e aprendido nesta vida. É fato que nem se as pessoas vivessem milênios elas aprenderiam e entedereiam tudo. Porém, enquanto é possível se abra para novos olhares, novos conhecimentos. Não limite a sua mente. Busque conhecer o diferente. “Uma mente que se abre a novas ideias jamais volta ao seu tamanho original”.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista
*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1561 de 17 de Janeiro de 2018.






