Qual é a melhor educação para a formação de bons profissionais?

Camila Borges

Olá jovens sedentos pelo saber! Que saudade de conversar com vocês! Acredito que durante este período tenham reparado na onda de posts com a hashtag 10yearschalleng e saibam sobretudo, que muitas opiniões se contradizem a respeito dessas “modinhas” em redes sociais e que muitas vezes elas põem opiniões em cheque na discussão de até qual ponto ultrapassam a linha da sensatez. Resolvi deste modo, aliar uma de nossas paixões que é o apreço pelo meio digital a um fantasma que bate à porta de nossa consciência todos os dias: nos tornarmos bons profissionais e nos prepararmos para o mercado de trabalho.

Particularmente, acho incrível rememorarmos acontecimentos passados. Sou uma eterna apaixonada pela história bem como penso que para compreendermos situações políticas e econômicas de diferentes regiões é necessário estudarmos o que ocorreu no passado, portanto creio que o resultado daquilo que somos é o fruto do que éramos, por isso, repensar nossa conduta, perceber de onde partimos para onde chegamos e o que agregamos ao longo de dez anos em minha opinião, é maravilhoso.

Porém creio que nesta vibe de que se alguém posta, todos postam também, acabamos analisando superficialmente, apenas na parte estética e acabamos deixando de lado, na correria do dia a dia, a oportunidade para revermos todo o conceito inserido. Observei algumas postagens de pessoas dizendo que precisariam encontrar uma câmera que fotografasse almas para poderem dignificar a mudança pela qual passaram, e pessoalmente concordo. Porém, as mudanças em nosso meio, relações, tecnologias, avanços e pedaços do futuro que foram substituídos por bytes e bits, se pararmos para pensar, alcançaram uma proporção muito maior.

Há dez anos atrás a internet estava despontando em seu nascimento, (pelo menos em minha região), as pessoas liam livros de papel ao invés de e-books online, os telefones fixos não estavam sendo substituídos por meios digitais “gratuitos”, locadoras estavam cheias, correios possuíam mais serviços, existiam pendrives, cd’s, enfim… O que antes precisava-se de cinco pessoas para ser feito, atualmente com uma dá-se por conta. E me questiono, com rápidas evoluções e diferentes aparelhos que despontam a cada momento, como será daqui dez anos?

Com tantas profissões sendo extinguidas, um mundo avançando rapidamente com descobertas cada vez mais estupendas que incitam o consumismo e novos ideais, quem garante que as profissões de hoje não serão substituídas por robôs? Como nos preparamos para algo que nem se quer foi inventado?

Confira a parte 2 deste artigo no próximo mês.

Por: Camila Soares Borges, Estudante

*Coluna Publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1566 de 21 de Fevereiro de 2019.

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