Planejamento ajuda produtor rural a fazer bom uso do Crédito Rural

Governo liberou mais de R$ 2 bilhões para ajudar produtores. Assessoramento melhora gestão e desempenho na propriedade.

Há cerca de um mês foi anunciado o Plana Safra 2019/2020 para oferecer subsídios financeiros aos produtores rurais e aumentar os investimentos nas propriedades, alavancando assim o setor agropecuário. Este financiamento é uma excelente oportunidade para que cada produtor planeje suas ações e fortaleça seus negócios. Para isto é importante que o produtor rural tenha um profissional para ajuda-lo a ter um bom planejamento. O contador Douglas Rayzer, afirma que o produtor deve encarar sua propriedade como uma empresa e para tanto deve estabelecer e seguir vários preceitos. “O produtor rural deve seguir e gerir sua propriedade como uma empresa, isso implica planejamento, organização, acompanhamento de custos e conhecimento da atividade desenvolvida e de mercado. Embora o gerenciamento de gastos e receitas seja um aspecto importante no contexto produtivo, geralmente é desconsiderado, o que torna a estruturação dos processos de gestão no campo um desafio para a maioria dos agricultores, especialmente no tocante ao controle financeiro da atividade”, apontou Douglas.

Douglas Rayser

O produtor rural que quer ter sucesso precisa ter em mãos não apenas recursos pecuniários, mas uma visão estratégica e controle do tudo que tem sido investido. O contador explica o que é preciso para alcançar bons resultados. “Planejar, analisar e medir os resultados através de indicadores no seu ramo de atuação é de extrema importância e necessidade para alcançar os melhores resultados. O controle financeiro é eficaz também para a agricultura e pecuária, pois vemos que tanto o planejamento na escolha da variedade e da tecnologia para alcançar as melhores variáveis, sendo em produtividade, rentabilidade e também resultados financeiros”, afirmou. Na agricultura algumas situações são imprevisíveis, mas para o contador mesmo assim é possível ter sucesso. “Preço e clima são dois fatores que são incontroláveis pelo gestor. Muitos produtores não obtém os resultados positivos necessários nas suas propriedades, muitos pela falta de cuidado em desenvolver um planejamento financeiro. Os custos podem ser controlados e capazes de auxiliar na diferença da gestão. O gerenciamento do fluxo de caixa adequado colabora para o sucesso na atividade rural, possibilitando o gestor a utilizar de estratégias mercadológicas a seu favor”, destacou.

Para Douglas o produtor rural precisa ter uma visão ampla, focada não apenas no presente, mas também no futuro, no qual ele possa prever acontecimentos, e esteja preparado para todos as situações. Conhecendo seu negócio, suas potencialidades e o fluxo de caixa ele estará muito mais preparado para enfrentar diversidades e mais apto para tomar decisões mais acertadas. “O ideal para o produtor rural é que ele tenha uma visão da estrutura financeira do caixa, investimentos e custos é importante para os próximos resultados, sendo eles de curto, médio e longo prazo. Dessa forma, ele terá em mãos um planejamento financeiro e saberá em quais épocas seus custos, investimentos ou lucros serão mais significativos. Por isso o fluxo de caixa é uma das ferramentas da gestão financeira imprescindível a qualquer um, desde o pequeno ao grande produtor. Essas informações servem para analisar e para auxiliar nas tomadas de decisões, para saber se ele tem dinheiro suficiente para iniciar sua safra ou se precisará de um empréstimo para ajudar nos seus custos”, afirmou. Na dúvida, o produtor deve refletir e, se necessário, buscar auxilio para construir seu planejamento financeiro, pois ele é tão importante quanto o planejamento operacional.

Mais sobre o Plano Safra

O Governo Federal anunciou que para a safra 2019/2020 terá um apoio de R$ 225,59 bilhões de reais, para apoiar os pequenos, médios e grandes produtores. Onde o total disponibilizado, R$ 222,74 bilhões são para crédito rural, sendo R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização. Outros R$ 53,41 bilhões serão destinados para investimento, R$ 1 bilhão para seguro rural e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização. As taxas de juros para o custeio, comercialização e industrialização foram mantidas em níveis que permitem apoio adequado ao produtor rural, sendo que elas são de 3% e 4,6% ao ano para pequenos produtores, participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 6% ao ano para médios produtores incritos Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e de 8% ao ano para demais produtores. Nas linhas destinadas a investimentos, os juros cobrados irão variar de 3% a 10,5% ao ano.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1588 de 25 de Julho de 2019.

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