Foi acusado? Então aproveite a oportunidade para se defender. Prove que o que falam contra você é mentira. Nada nem ninguém está imune a ser questionado, acusado, desmentido. E por mais clichê que seja, a verdade sempre aparece. Cedo ou tarde ela surge. Isso serve para pessoas, empresas, associações, governos. Reputação é algo difícil de se manter, mas tão facilmente pode ser manchada. Por isso, quanto mais transparência melhor, principalmente quando se fala sobre assuntos de interesse público.
Anos atrás era muito fácil dissimular a verdade. Antes apenas as palavras testemunhavam um fato. Com a evolução da tecnologia, a ‘palavra’ foi substituída por documentos, por exames, por áudios e imagens de vídeos. Atualmente até no mundo dos esportes o VAR surgiu ára auxíliar os juízes de futebol para que não haja injustiça. Na política, essa evolução também chegou, não da forma que queríamos, mas hoje é possível saber quanto os políticos do país gastam através dos sites de transparência. Tudo está registrado.
Porém, mesmo com toda a evolução para evitar atos ilícitos, ainda assim as denúncias sobre irregularidades, desvios e vantagens indevidas continuam a acontecer. Nem toda vigilância do mundo parece ser capaz de impedir a desonestidade presente no mínimo e no muito. Ainda outra situação também relacionada a desonestidade envolve acusações falsas ou duvidosas. Aquelas que surgem pretensiosamente com a intenção de levar a ‘xeque’ a reputação e o nome de alguém.
Falar sobre isso demandaria muito tempo e exemplos não faltariam, mas a questão não é essa. A questão é que não há como fugir de acusações, sejam elas mentirosas ou verdadeiras. Então, o que cabe a cada um é provar sua idoneidade ou reconhecer seu erro. Não há como fugir disso. Ou você é certo ou você é errado, não existe meio termo para o erro. Existe apenas consequência.
Na edição desta semana publicamos uma matéria sobre o início das diligências da CPI do IMAS, para investigação de denúncias que chegaram ao Poder Legislativo. A matéria é apenas informativa sobre os últimos acontecimentos, e apresenta os dois lados. Não foi feito um juízo de valor, mas enquanto veículo de comunicação, que é porta voz das pessoas, o Jornal Celeiro deseja que a verdade seja esclarecida e comprovada. As pessoas e as verbas públicas merecem respeito e transparência.
Por:
Priscila Nascimento, Jornalista
*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1601 de 24 de Outubro de 2019.






