Representantes das entidades do agro estadual relembram a movimentação do setor neste ano que se encerra.
Luiz Vicente Susin, Presidente da Ocesc/Seescoop:
O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) Luiz Vicente Susin, comentou sobre a importância do envolvimento das mulheres e dos jovens no campo, que hoje se apresentam como pessoas de habilidades e competências que são bem vindas dentro da gestão das propriedades, que fazem do agronegócio catarinense um segmento tão importante. Sabendo do valor de cada um, a entidade busca fomentar e estimular todos para fortalecer ainda mais o setor. O presidente ressalta as ações desenvolvidas pela Ocesc.
“O ano de 2019 foi de grande movimentação e um estimulo para que o jovem fique na propriedade. O cooperativismo vem fazendo um papel muito importante, e queremos mostrar ao jovem que o futuro deles é no campo. Os jovens só ficam na propriedade quando veem tem boas oportunidades. Estamos nos preparando para conquistar esse jovem e eles também estão se preparando, estão estudando e se qualificando para ficar na propriedade. Mas este é um trabalho que todas as cooperativas estão envolvidas. A Ocesc, nesse ano investiu em programas para manter o jovem no campo. O envolvimento da mulher também é importante, pois ela tem muitas qualidades, elas são pacientes, e nós homens somos imediatistas, então o envolvimento delas nesse trabalho está dando certo” ressaltou Susin.
Para garantir que mais seja feito neste setor, Susin espera que o governo do estado contribua para isso através das isenções. “O diálogo, a transparência, a interlocução das entidades e a participação da Assembleia Legislativa permitiram construir uma ponte de compreensão entre o Governo e o setor produtivo em favor de uma solução para a questão dos incentivos fiscais. Esse ambiente de respeito e cooperação permitiu a proposição de medidas em benefício do cooperativismo e do agronegócio, ou seja, em favor da sociedade”.
O cenário atual é de isenção do ICMS aos defensivos; o retorno à cesta básica farinha de trigo e de arroz, arroz (inclusive integral), feijão e leite UHT; o crédito presumido para estabelecimento beneficiador de arroz; o crédito presumido na entrada de aves e suínos para estabelecimentos abatedores; e o crédito presumido nas operações interestaduais com feijão. Acreditamos que a superação desse episódio. O reconhecimento da importância econômica e social do cooperativismo e do agronegócio são os pontos principais”, conclui Susin.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1609 de 19 de dezembro de 2019.







