Em Campos Novos 501 homens se fizeram presentes no Dia D do Novembro Azul, enquanto 419 mulheres comparecem a data no Outubro Rosa.
Cuidar da saúde é uma responsabilidade de todos, mas há anos as mulheres são conhecidas por estarem alguns passos à frente dos homens quando o assunto é o autocuidado. Mas, pelo visto, em Campos Novos essa situação é diferente, pelo menos nos períodos de campanhas nacionais de saúde. Em outubro tivemos o mês dedicado aos cuidados das mulheres e em novembro foi a vez dos homens, e o que surpreendeu foi que o número de homens foi maior do que o número de mulheres nos dias D. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, 501 homens foram até as Unidades de Saúde, e as mulheres totalizaram 419. A diferença é notável e representa uma quebra de paradigma, apontando uma maior conscientização por parte dos homens, pelo menos no período de campanha. Em 2018, os homens também marcaram presença no Dia D.
Não é uma batalha entre sexos para determinar quem se cuida mais ou não, mas ao verificar esta diferença, percebe-se que os homens estão atendendo aos chamados que são feitos pelo Ministério da Saúde que empreende essas campanhas em todo o território nacional para chamar a atenção das pessoas sobre os riscos das doenças e sobre a importância da prevenção em qualquer gênero. O MS possui um calendário designando as principais necessidade e qual mês ou semana a campanha será realizada, desta forma os lembretes acontecem anualmente para advertir com constância e causar sensibilização. Os temas são dos mais variados assuntos: prevenção da gravidez na adolescência, prevenção contra a Aids, prevenção contra a gripe e demais assuntos relevantes para a população estar ciente. Todas essas iniciativas são essências por seu caráter de interesse público e por ser gratuita para a população. A prevenção é uma arma contra doenças que está ao alcance de todos.
Nos demais municípios as mulheres são mais expressivas quanto a esse assunto, mas Campos Novos mostrou esse diferencial que chama a atenção. Porém este é um tema que deve ser constantemente debatido e relembrado, pois a medicina preventiva tem evitado casos que poderiam ser fatais. De acordo com o MS, um estudo feito com mais de 6 mil adultos homens apontou que 31% desse público não tem o habito de ir ao médico. Porém, a classe médica recomenda que desde a adolescência devem ser iniciados os cuidados com saúde. A prevenção representa ganho de qualidade de vida, por isso no SUS, o homem pode fazer uma série de exames de check-up, aferição de pressão arterial, verificação de peso e cálculo de IMC (índice de massa corporal); função pulmonar (indicada aos fumantes), pesquisa de antígeno de superfície do vírus da hepatite B, e teste de detecção de sífilis, pesquisa de anticorpos anti-HIV e dos vírus da hepatite C.
Aos poucos vai se descontruindo a ideia de que os homens são super-heróis imbatíveis que não precisam cuidar da saúde. Essa cultura equivocada só tem feito com que muitos homens encontrem doenças graves em estágios avançados e com poucas chances de cura. Com a intensificação das chamadas institucionais, espera-se fazer com que homens e mulheres vençam medos e preconceitos e evoluam nesse sentido. A falta de cuidados dos homens é refletida nos números que apontam que as mulheres, em todo o mundo, vivem mais do que os homens. A expectativa de vida no Brasil dos homens é de 72,5 anos em 2017, enquanto a das mulheres é de 79,6 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No município, apesar do número de homens ter sido maior que de mulheres, é preciso mais conscientização nessa questão. Todo progresso é sempre bem-vindo, mas ainda há um número de pessoas que espera os primeiros sintomas para procurar ajuda. Esta é uma situação cultural que inclui homens e mulheres na região. Inúmeros fatores como falta de tempo, medo e preconceito impedem que a população faça usos dos serviços gratuitos de saúde. Com o passar dos anos, com a intensificação das campanhas, acredita-se que as pessoas mudem de pensamento e, principalmente de atitude. Homens e mulheres atentem as campanhas e participem das ações que visam proteger sua saúde.
O MS criou a Política Nacional de Atenção Integral a Saúde do Homem e da Mulher para alcançar os objetivos específicos.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição, 1607 de 05 de dezembro de 2019.







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