Crédito emergencial: Medidas que podem salvar seu negócio

Empréstimos e orientação financeira podem ajuda empresários a dar um respiro neste momento de crise.

Que a pandemia do Coronavírus abalou a economia nacional isso ninguém tem dúvida, mas o que fazer para ajudar os pequenos e médios empresários que mantem a economia local e fomentam o desenvolvimento do município através da geração de emprego e renda? Neste momento as instituições financeiras se apresentam e oferecem aos empresários linhas de crédito emergências que podem ajudar a salvar os empreendimentos que se veem prestes a naufragar. Governo federal, estadual e municipal se mobilizam para oferecer um suporte as empresas. O contador Douglas Rayzer alistou algumas linhas disponíveis:

BRDE Recupera Sul (BRDE e Sebrae): Voltada para micro e pequenas empresa, disponível para empresas com até R$ 4,8 milhões de faturamento anual. Capital de giro limitado a 20% da receita operacional bruto possibilitando o empréstimo de R$ 20 mil a R$ 200 mil. O prazo de carência é de 18 meses e mais 30 meses de amortização.

BRDE Capital de Giro e Pequenos Negócios (BRDE e Governo do Estado): Voltado para microempreendedores, micro, pequenas e médias empresas. Os valores vão de R$ 5 mil a R$ 20 mil para microempreendedores, e de R$ 20 mil a R$ 200 mil para micro, pequenas e médias empresas. O prazo de carência é de 18 meses e mais 30 meses de amortização.

PROGER Urbano Capital de Giro (Governo Federal): Voltado para pessoas jurídicas com faturamento bruto de até R$ 10 milhões. O empresário poderá financiar até R$ 500 mil por empresa, vedado o uso de crédito rotativo. O prazo de financiamento da linha é de 48 meses, incluindo ate 12 meses de carência.

BNDS Linha Emergencial de Crédito (BNDS, Governo Federal e Bancos Privados): Voltado a empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões apenas para pagamento da folha salarial dos funcionários. A empresa pode financiar ate dois meses de sua folha de pagamento e deve ser limitado a dois salários mínimos por empregado. O prazo é de 30 meses para pagamento, com carência de 6 meses para cobrança de juros.

Microcrédito JURO ZERO (Governo do Estado): Voltado a Mei’s, disponibiliza um valor no limite de até R$ 5 mil. O empréstimo é concedido em 8 meses, quando quitada as sete primeiras parcelas em dia o Governo do Estado, através do Badesc, paga a última parcela. Não há prazo de carência para este programa.

O Poder Público aprovou o projeto Juro Zero municipal que liberará empréstimos de até R$ 5 mil para pequenas e médias empresas e profissionais autônomos. O Programa Juro Zero é uma iniciativa do Governo do Estado de Santa Catarina que, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável, da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc) e de instituições de microcrédito, pretende auxiliar e promover o desenvolvimento da economia catarinense. O ‘juro é zero’, porque se os beneficiados com o empréstimo pagarem todas as prestações em dia a ultima parcela será paga pelo Governo do Estado.

A Administração Municipal irá investir R$ 300 mil no Juro Zero Municipal. Na última semana o projeto foi aprovado por unanimidade pela Casa Legislativa Municipal e em breve deverá ser escolhida por edital a instituição financeira que disponibilizará o crédito. A Secretaria Municipal de Comércio e Turismo está nos preparativos para publicação do edital de credenciamento das empresas. O diretor Vinicius Serena afirmou que a medida irá ser de grande ajuda.

Este é um momento muito delicado, pois apresenta risco a vida financeiras de pequenas, médias e grandes empresas. A decisão do empréstimo deve ser bem analisada pelos empreendedores e o recurso deve ser utilizado para o beneficio das empresas. Sobre essa possibilidade o contador Douglas Rayzer declarou: Um empréstimo ou financiamento sempre será sensato se for feito com calma e planejamento. Analisar antes de tudo, a real necessidade da empresa, qual o montante necessário e se realmente vai conseguir desafogar as contas e dar uma alavancada nos negócios, qual o valor que pode ser comprometido com a parcela e principalmente analisar as taxas e juros. Quanto aos empréstimos com juro zero, são ótimos pelo fato de não incidirem juros, porém deve se ter muito cuidado e organização, pois geralmente eles não incidem juros, somente se as parcelas forem pagas em dia.

O contador também reflete sobre este momento e dá dicas aos empresários para que sobrevivam a crise. “Com as dificuldades que as pessoas passam com a vinda de crises surgem novas oportunidades, novos negócios e novas adaptações que o mercado atual está exigindo. Em momentos de crise que o empresário deve parar para analisar alguns pontos, fazer ajustes para alinhar o seu negócio com a situação atual e assim conseguir se manter na crise ou até mesmo crescer com ela”, declarou.

O que fazer então? Seguem os principais pontos a serem analisados:

1) Planeje o estratégico: o planejamento estratégico é o DNA da empresa. Analise se ela está seguindo de acordo com a sua missão, visão e valores; Se está alcançando suas metas e objetivos; se é necessário ou não traçar um novo plano.

2) Revise seus custos e despesas: antes de tudo, tenha muito claro quais são eles, separe e fixe-os. Faça um controle dos custos e despesas para acompanha-los, uma planilha simples já ajuda.

3) Associe-se: busque conhecimento. Faça parcerias com outras empresas, ou faça parte de associações. Elas podem te trazer soluções e crescimento e o mais importante, parceiros de negócios.

4) Venda melhor: desenvolva ações e maneiras de conquistar uma parcela do mercado atendendo a uma necessidade específica ou trabalhando duro para aprimorar o que estava sendo oferecido pela concorrência.

5) Saiba Comprar: Saber comprar não é necessariamente escolher o menor preço, como muitas vezes se pensa, pois, como se diz no ditado, o barato pode sair caro. Analise aspectos como variedade, prazo de entrega, quantidade, qualidade dos produtos e serviços e a garantia oferecida. Escolha assim, melhor seus fornecedores e acima de tudo negocie com eles.

6) Motive seus colaboradores: desenvolver ações para reduzir a baixa produtividade, conheça cada um deles, os ouça e reconheça. Seja um líder para eles.

*Reportagem publicada no Jornal ‘O Celeiro’, Edição 1622 de 16 de abril de 2020.

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