Com a chegada do inverno os sintomas gripais começam a surgir, mas do que se trata: gripe ou resfriado?
O inverno chegou, mas o frio não é a principal consequência desta estação, geralmente este é o período que se torna comum a presença dos sintomas gripais em adultos e crianças. Espirro, tosse, coriza, febre, dor de cabeça são os sintomas mais comuns e por falta de conhecimento muitos confundem os sintomas e não sabem se é gripe ou resfriado. Ambas as doenças apresentam alguns sintomas similares, mas são causadas por diferentes vírus, conforme explica Dr. Paola Beatriz Sosa. “A gripe e o resfriado são doenças respiratórias infecciosas causadas por vírus diferentes e com sintomas distintos. A gripe é causada pelo vírus Influenza e o resfriado é desencadeado por uma variedade de vírus sendo os mais comuns o Adenovirus e o Rhinovirus”.
Por se tratar de doenças comuns para a época não há motivos para grande preocupação, a não ser que os sintomas persistam e se agravem, mas no geral eles não costumam durar muito, os doentes só precisam se cuidar para logo se recuperarem. Mas como identificar e que cuidados tomar? “Os sintomas presentes na gripe iniciam-se em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e mal estar. Os sintomas do resfriado são tosse, congestão nasal, coriza, dor de garganta e espirro. Porém, ao contrário da gripe, a maioria dos adultos e crianças não apresentam febre, ou apresentam apenas febre baixa. Tanto a gripe quanto o resfriado apresentam formas de contágio similares por meio de contato com o doente quando ele tosse ou espirra, bem como pelo contato com a saliva, secreções nasais ou contato com objetos contaminados”, relatou Dra. Paola. A duração dos sintomas do resfriado varia de dois a quatro dias, já a gripe pode durar de cinco a sete dias.

Ao apresentar os sintomas, seja do resfriado ou da gripe, os cuidados são os mesmos. Dra Paola recomenda repouso e ingestão de água para manter a hidratação. No entanto o ambiente em que os doentes estar também deve contribuir para que ele se recupere logo. O conselho é manter os espaços arejados e ventilados, sabemos que no inverno a tendência é se trancar em casa, mas isso só causa mais riscos a saúde. É necessário também o cuidado para não transmitir a doença para outras pessoas. Seguem algumas recomendações da Dra. Paola: “Evite tocar nos olhos, boca e nariz. Não compartilhe objetos de uso pessoal como copos, talheres e pratos. Higienização dos objetos usados com frequência como celulares, chaves e carteira. Ao tossir e espirrar cubra o nariz e a boca ou use a parte interna do cotovelo. Se estiver doente permaneça em casa, evite aglomerações, lave as mãos frequentemente ou utilize álcool 70”. São cuidados básicos que evitam não apenas a gripe e o resfriado, mas também outras doenças.
Apesar de não serem doenças graves, é fato que causam bastante incomodo. Tosse, espirro, dor de cabeça e coriza deixam qualquer um irritado, conforme relata Rosilene Lobo, que logo nos primeiros dias de frio, começou a sentir os sintomas de um resfriado. “Amanheci o dia espirrando bastante, e fiquei assim o dia inteiro. Sem contar na coriza que me deixava bastante incomodada. Logo pensei ser a Covid-19, mas dai vi que se tratava apenas de um resfriado comum da estação”, contou Rosi, que não se desesperou, e após três dias se viu livre dos sintomas, mas tomou os devidos cuidados para não espalhar os vírus. É preciso correr para o médico ao apresentar os sintomas? Depende, conforme explica Dra. Paola. “Quando os sintomas respiratórios são persistentes, a doença começa a se agravar e o paciente fica com dificuldades para respirar ou falta de ar, dor ou pressão no peito, tontura, confusão mental e vômitos intensos é importante buscar ajuda médica. Ou caso o paciente tenha dúvida sobre o diagnostico ele também deve buscar ajuda profissional”, afirmou.
Não é tão difícil perceber as diferenças, basta se atentar aos sintomas. A gripe é um quadro um pouco mais grave, já o resfriado é uma doença viral mais leve. Mas por se tratar de saúde é sempre bom se cuidar e evitar se expor a vírus desnecessariamente.
*Reportagem publicada na edição 1631 de 18 de Junho de 2020.







