Napalha 25 anos: Uma história de persistência e desenvolvimento

Emílio Roque Cassaniga, Mário Luis Spengler e Vladimir Roveda

Diretores destacam a atuação da Napalha como um divisor de águas para o desenvolvimento da agropecuária na região.

A união do conhecimento técnico de três empreendedores deu início a Napalha, um projeto empresarial que este ano comemora 25 anos de sucesso na região. Vladimir Roveda, Mário Luis Spengler e Emílio Roque Cassaniga, como grandes conhecedores da agropecuária, perceberam que o setor precisava evoluir e por isso investiram e incentivaram o plantio direto, atividade inovadora à época que veio para melhorar o dia a dia no campo. Fruto de muito trabalho e persistência, a empresa surgiu com ênfase na introdução do plantio direto nas propriedades e no auxílio ao produtor rural. Hoje a Napalha alcançou um status de confiança e credibilidade frente a seus clientes e atua como concessionária oficial da John Deere, desde 2004, empresa multinacional que revolucionou o agronegócio. Em entrevista ao jornal ‘O Celeiro’, os empresários relembram a trajetória de trabalho que os trouxe até aqui.

“Fomos um divisor de águas”, afirmaram os empresários sobre as mudanças provocadas com a atuação da empresa na região. Um paralelo entre o passado e o presente destaca a evolução e desenvolvimento vivido pelo setor na região, que teve grande contribuição da empresa. “Falar da Napalha é dividir a agricultura e a pecuária de hoje, e a agricultura e pecuária de ontem. Naquele momento fomos um divisor de águas. Nós buscamos tecnologia para fazer um plantio em que o produtor não perdesse tanto. Naquele tempo os custos de produção se tornaram altos, inviabilizando o produtor a plantar. Precisávamos empreender algo que trouxesse ao agricultor uma redução de custo e uma viabilização para continuarem na atividade. Não era fácil o acesso ao crédito, fazer o plantio gerava muitos riscos. Portanto levávamos a orientação técnica para o produtor aplicar e ter resultados positivos para que ele crescesse e se estabilizasse na propriedade e obtivesse maior produtividade. Dividimos a pecuária e a agricultura daquele momento para este momento atual”, declarou um dos diretores.

Desenvolvimento, rentabilidade e produtividade aliada a tecnologia eram a meta dos empresários que se comprometeram em buscar o que havia de mais moderno para levar aos produtores, conforme afirmam: “Conhecíamos de outras regiões o plantio direto então pensamos em trazer para cá para integrar pecuária e agricultura. Com o início do plantio direto toda a sociedade da região passou a ver a importância da tecnologia. Tínhamos que trazer ao agricultor uma máquina que plantasse após o pisoteio do gado. Trouxemos tecnologias que favoreceram o plantio. Com a tecnologia que temos hoje conseguimos a maior produtividade do estado por hectare em Campos Novos. Temos as melhores tecnologias do Brasil. Há 25 anos atrás produzíamos 45 sacas de soja por hectare, hoje o produtor produz até 80 sacas por hectare. Acompanhamos a evolução disso tudo e é gratificante para nós”.

Mais do que vender equipamentos, a Napalha tem o compromisso de ajudar o cliente a alcançar os resultados no campo. A responsabilidade, a honestidade e a obtenção de resultados é um tripé mantido pelos empresários que os ajuda a ganhar a confiança do produtor garantindo sua fidelização. No entanto, outra característica que contribui para o sucesso da empresa e é um grande diferencial é o conhecimento técnico apresentado pelos diretores, que há anos trabalharam no ramo em contato direto com os produtores. “O grande diferencial da Napalha é a formação e conhecimento técnico dos diretores. Prezamos pela assistência ao produtor. Nós ajudamos o produtor a plantar. Nossa empresa é focada no compromisso com o cliente, não só em vender o produto, mas ajuda-los a usar o equipamento. Nosso sucesso se dá devido a essa parceria com o cliente”, contaram.

No entanto, nem tudo aconteceu rapidamente, antes de alavancar os negócios os sócios diretores enfrentaram barreiras, sobreviveram a fracassos e gradativamente foram agregando experiência e força de vontade para crescer. Os planos, as metas e os negócios foram aumentados. “No início havia uma grande necessidade de plantio direto que não havia em nosso município. Não foi fácil, levou tempo até o produtor entender os benefícios de partir para o plantio direto. Nossa forma de trabalhar naquele momento era com o objetivo de ajudar o cliente a crescer e se desenvolver. Já havia um Know How na parte de defensivos, mas tinha a questão das maquinas para realizar os trabalhos de plantio. A gente ofereceu essa tecnologia para o cliente iniciar o plantio direto. Já existia maquinário, mas os custos eram muito elevados, pois só haviam máquinas grandes, e o pequeno e médio produtor não tinham acesso a tecnologia, então disponibilizamos essa tecnologia. No início vendíamos os kits para serem implantados nas plantadeiras e dávamos a assistência”, explicaram.

O projeto foi crescendo e logo no primeiro Dia de Campo realizado pela Napalha o público alcançado surpreendeu a todos. “Quando realizamos o primeiro dia de campo, em 1995, tínhamos uma expectativa baixa de cerca de100 produtores, mas acabou vindo uma enxurrada de técnicos e produtores de outros municípios. Todos tinham a sede de desenvolver o plantio direto. Com isso alavancamos nossa empresa, fizemos uma parceria com uma empresa do Rio Grande do Sul que fabricava kits para colocar nas máquinas que o cliente já tinha para dar início ao plantio direto”, recordam.

O potencial da Napalha chamou a atenção da multinacional John Deere que, em 2004, decidiu investir na empresa e torná-la a referência da marca da região. “De 1995 a 2004 trabalhamos com implementos diversos, e a partir de 2004 nos credenciamos a empresa e nos tornamos uma concessionária da marca. Fomos procurados pela própria empresa que viu nosso potencial na região. A John Deere está sempre na vanguarda na questão da tecnologia”, afirmaram.

Com o nome consolidado no mercado do agronegócio a Napalha continua a investir na capacitação de seus colaboradores e na sua vitrine de máquinas e peças para sempre oferecer o melhor aos clientes. Atualmente a empresa conta com mais de 80 funcionários e quatro lojas: A matriz em Campos Novos, uma filial em Fraiburgo, Rio do Sul e em São Joaquim. Para o futuro os empresários mantem sua missão junto a seus clientes. “Vamos continuar a ser fieis a nossa origem de estar ao lado do cliente. Queremos sempre acompanhar a evolução do setor”, concluem.

*Reportagem publicada na edição 1631 de 18 de Junho de 2020.

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Jornal Celeiro
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