Volta às aulas: O que os pais acham desta decisão?

Com a vida voltando ao normal é possível que os alunos voltem a sala de aula a partir do dia 2 de agosto.

“Meus filhos só voltam quando existir uma vacina eficaz contra esse vírus”.

“Sem noção esses políticos, no inverno as crianças estarão fechadas numa sala, qual seria o resultado?

“Minha filha só volta ano que vem. Não vou manda-la para a escola.

“Queremos, nossos filhos e, netos vivos em casa”.

“Matéria se recupera, vidas não! Meu filho não volta”.

Você que é pai, mãe ou responsável por alguém em idade escolar concorda que já é o momento para voltar às salas de aula? A pandemia continua, mas com os devidos cuidados acredita-se que já é possível voltar a normalidade do dia a dia. Para a maioria dos pais camponovenes a decisão não agrada e muitos se posicionam contra a volta as aulas presenciais. A enquete do jornal O Celeiro obteve a participação de mais de 1000 pessoas que opinaram sobre a possibilidade da volta às aulas: 79% foi contra e muitos deixaram seu recado. Apenas 21% se mostrou a favor da volta as aulas presencias. Esta é mais questão importante que requer análise cuidadosa para não colocar as famílias em risco.

Uma mãe que não quis se identificar disse que apesar de as aulas em casa não serem do agrado de seu filho e achar que a melhor maneira de aprender é em sala de aula, ela diz que não quer colocar a vida do filho em risco, e prefere que ele perca o ano eletivo do que volte as aulas. “A educação é de grande importância para todos. Não abro mão disso, mas a vida e a saúde são prioridade. Não conhecemos bem essa doença, ainda nem temos um remédio e uma vacina para ela. Como permitir que eles fiquem em um ambiente fechado cheio de outros adolescentes? Acho muito perigoso”, desabafou a mãe de um jovem de 15 anos. As aulas online realmente apresentaram suas dificuldades, como a questão de pessoas que não tem acesso aos meios digitais e também foi desafiador para pais que precisaram atuar como professores dos filhos, mas ainda assim é necessário pensar no que a volta as aulas pode significar neste momento em que campos Novos se vê numa posição privilegiada com poucos casos da doença notificados. As ações de enfrentamento devem continuar, afinal o vírus ainda está circulando e fazendo vítimas no Brasil.

Na manhã desta segunda-feira (01) o governador Carlos Moises fez uma coletiva de imprensa em que assinou digitalmente o decreto que permitirá a regionalização das decisões para o enfrentamento à pandemia de Covid-19 a partir de 8 de junho, dando autonomia para que os municípios tomem decisões baseadas em sua realidade. “Hoje se inicia uma nova fase desta nossa batalha contra o novo Coronavírus, com a regionalização de medidas. Como a doença evoluiu de maneira distinta por Santa Catarina, precisamos de ações diferenciadas. Isso não significa que o Estado deixará de dar suporte aos municípios. As decisões devem ser baseadas em parâmetros como número de casos e óbitos, além de taxas de ocupação de UTI e de transmissibilidade. É importante destacar que esse não é um movimento de flexibilização, uma vez que entendemos que algumas regiões deverão tomar medidas mais restritivas”, afirmou o governador.

No entanto, as aulas presenciais na rede privada e pública, nas esferas municipal, estadual e federal, no que se refere a educação infantil, fundamental e ensino médio devem se manter suspensas até o dia 2 de agosto. A volta das aulas no ensino superior será debatida a partir do dia 6 de julho, a depender do cenário. As atividades presenciais em estágios obrigatórios e as aulas práticas em laboratórios de cursos superiores poderão voltar a partir de 8 de junho, conforme explicou a assessoria do Governo do Estado. O prefeito de Campos Novos, Alexandre Zancanaro, disse que ainda estão realizando os levantamentos junto a Secretaria de Educação, e assim que tiverem uma posição concreta irão realizar uma coletiva com toda a equipe para informar sobre a situação das aulas no município.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1629 de 04 de junho de 2020.

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Jornal Celeiro
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