Consumindo Cultura

Você gosta de funk, comédias românticas e odeia ler. Você não tem cultura! Eu escuto Mozart, leio Paulo Coelho e assisto Van Gogh. Eu tenho cultura. Limitamos o conceito de cultura a isso. Porém, o termo tem uma abrangência muito maior e pode se referir a coisas que consideramos ‘inferiores’. O funk, por exemplo, é tido como uma manifestação cultural. Então não da pra dizer que quem gosta deste estilo de musica não tem cultura.
Bem, onde nós queremos chegar? Este editorial não busca definições exatas do que é ou não é cultura, até porque são muitos os conceitos. Com base na live dessa semana e que hoje se tornou pauta no nosso jornal, o editorial tratará dos tipos de cultura que abraçamos.

A professora Magna Regina comentou que com a pandemia o consumo de cultura aumentou, porém nem tudo que tem sido consumido pelas famílias é um produto cultural saudável. Que tipo de livro, filme e música tenho deixado entrar no meu lar e ser consumido por minha família?

Infelizmente existem muitos filmes, livros e músicas que exalta a cultura do estupro, do machismo, do alcoolismo, do preconceito e demais comportamentos duvidosos. Alguns produtos culturais objetificam a mulher, colocam-na em posição inferior e pregam padrões de beleza e reforçam o sentimento de inferioridade nas mulheres. Outros apresentam a bebida como forma de diversão e parte fundamental dos momentos de alegria, encontros sem álcool não tem graça e no caso de alguns filmes, o consumo é feito por jovens. Quem não bebe é fraco. As crianças que estão expostas a esse tipo de cultura vão crescer achando normal esse tipo de comportamento que ouvem repetidas vezes.

Assim como cuidamos dos alimentos que ingerimos, temos que ter muito cuidado com o que vemos e ouvimos. É preciso quebrar os estereótipos e conceitos formados que pregam comportamentos limitantes. A cultura é essencial na vida de todo ser humano, mas ela precisa promover e explorar que há de melhor no ser humano.

Por: Priscila Nascimento, Jornalista

*Editorial publicado no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1639 de 13 de Agosto de 2020.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.