Residências, galpões, estufas, equipamentos agrícolas e cultivos foram danificados pela força dos ventos. Animais morreram e houve danos na produção.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) estima que o prejuízo por causa dos tornados e temporais nos dias 14 e 15 de agosto passe de R$ 50 milhões nas áreas rurais de 22 municípios catarinenses.
Diversos tipos de cultivos, além de estufas, galpões, máquinas e equipamentos agrícolas, além de residências, totalizando 1,1 mil estabelecimentos agropecuários afetados pelo fenômeno meteorológico que resultou na morte de uma pessoa, deixou 16 feridos e afetou 37 municípios, segundo a Defesa Civil.
Segundo o diretor de extensão rural e pesqueira da Epagri, Humberto Bicca Neto, os danos de R$ 50 milhões incluem bens, e não somente a produção agropecuária. “Essas perdas envolvem benfeitorias, máquina, equipamentos e a parte agrícola e pecuária”, detalha.
Essas 22 cidades afetadas tiveram valor bruto em produção em 2017 de mais de R$ 1 bilhão, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), informou Neto ao G1.
As regionais da Epagri de Joinville e Canoinhas, no Norte do estado, além de Videira e Campos Novos, no Meio-Oeste, foram os mais afetados pelo tornado, com perdas de R$ 49,5 milhões nessas áreas. Já na regional de Lages, na Serra catarinense, os prejuízos chegam a R$ 683 mil, segundo o levantamento.
As culturas de banana, erva-mate, maçã, ameixa, nectarina, pêssego, alho, cebola, fumo, morango, palmáceas e hortaliças em geral foram as mais afetadas. Mortes de aves e suínos também foram registradas e teve ainda perdas em produções de leite e mel. O levantamento tem sido feito junto com prefeituras e equipes da Defesa Civil.
Ainda conforme o diretor de extensão rural e pesquisa, entre as possibilidades que as famílias afetadas podem procurar está financiamentos oferecidos pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural (SAR) e também Ministério da Agricultura (MAPA).
Técnicos da Epagri fazem visitas nas áreas atingidas para orientar agricultores sobre as alternativas. Laudos também estão sendo feitos para que os produtores possam comprovar os danos causados pelos fenômenos e conseguir acessar os seguros.
De acordo com a Defesa Civil estadual a mesma aguardava retorno até as 12h30 sobre o total de prejuízos em todo estado por causa do fenômeno e para confirmar quantas cidades decretaram emergência.
*INFO: Valéria Martins, G1 SC



