Dezembro Laranja: Com chegada do verão cuidados com pele devem redobrar

A cor escolhida desta vez é o laranja, representando a prevenção ao câncer de pele.

Este ano ele se fez presente em quase todos os meses. Mas agora chegou o momento dele se apresentar oficialmente: O Verão! Sim, o ano foi atípico, não apenas pela pandemia, mas também devido às altas temperaturas. O início da estação calha com o período de recesso, e nada melhor do que se jogar de cara nas férias. Mas calma ai, o sol é uma faca de dois gumes e todos os cuidados devem ser observados para que o mocinho do verão, não se torne o vilão das férias. O sol promove muitos benefícios, mas em excesso ele pode fazer mal, provocando o câncer de pele, o mais comum tipo de câncer. Devido os riscos, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou, em 2014, a campanha Dezembro Laranja dedicada à conscientização e prevenção do Câncer de Pele. Cuidados simples e básicos podem ajudar você a curtir a estação com segurança e saúde. Protetor solar, chapéu, óculos de sol são alguns dos itens que ajudam na prevenção. Porém, no Brasil, cerca de 30% da população não usa protetor solar, que é um dos principais fatores contra o surgimento da doença. Em um país tropical, em que a exposição solar aumenta significativamente no verão, é essencial não abrir mão do protetor.

Por que a exposição indevida ao sol pode ser tão perigoso? De acordo com a dermatologista, Dra. Flávia Addor, o câncer de pele, denominado de carcinoma, é causado especialmente pela alta exposição ao sol, e geralmente acomete pessoas de pele mais clara. “Porém, quando falamos sobre o tipo mais grave da doença, ele pode ocorrer com mais freqüência em parentes de primeiro grau de portadores de melanoma, e ocorrem em áreas cobertas, não expostas ao sol”, como explica. Vale ressaltar que os carcinomas podem ser tratados com facilidade quando descobertos em sua fase inicial. As chances de cura chegam a 90%, de acordo com a SBD. O câncer de pele, assim como outros tipos, é resultado do crescimento anormal de células do corpo. O melanoma é o caso mais grave, por poder se espalhar rapidamente pelo organismo e gerar metástase, os carcinomas são mais comuns e também facilmente tratados. Os sintomas da doença são claramente vistos na pele, aparecem como lesões nas áreas expostas ao sol, como braço, rosto, pescoço e colo. Bolinhas, espinhas, manchas, pintas que mudam de tamanho, cor e formato, podem ser alguns sinais de tumor e, nesses casos, procurar um dermatologista é essencial. Em alguns casos o médico poderá solicitar uma biópsia para determinar a gravidade do caso.

O assunto é muito sério e merece toda a nossa atenção, no entanto, isso não quer dizer que você precise evitar o sol de todas as maneiras e viver como um morcego, pelo contrário, o sol traz muitos benefícios a pele e ao nosso organismo. A exposição ao Sol é a única forma do corpo absorver vitamina D, nutriente responsável pela saúde dos ossos e do sistema imunológico, entre outros. Esta vitamina já existe em nosso organismo, mas, para “ativá-la”, a exposição ao sol é a principal maneira. Consegue perceber como o sol é importante? O essencial é entender como tudo funciona e buscar o equilíbrio. A dermatologista afirma que no caso de pacientes predispostos a desenvolver a doença, o ideal é suplementar a vitamina D, ao invés de mandá-los tomar sol sem proteção, já em outros casos, o indicado é que seja feita uma exposição solar diária entre 10 e 20 minutos sem o uso de proteção, no início do dia ou então no fim da tarde. “Não há uma dose mínima segura de exposição solar e, por isso, sempre devemos ter uma ‘atitude fotoprotetora’: o banho de sol por exemplo, que se constitui em uma exposição deliberada, é uma prática totalmente contra indicada”, afirma. Sendo assim, a dermatologista declara que no início da manhã e no fim da tarde não há incidência de radiação ultravioleta B, sendo um horário mais adequado para a prática de atividades ao ar livre. No entanto, ela ressalta que o protetor solar deve ser reaplicado diversas vezes ao dia, uma vez que nesses horários em que o sol não está tão forte, existe a radiação ultravioleta A, responsável pela aceleração do envelhecimento e pelas manchas solares.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1658 de 24 de dezembro de 2020.

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Jornal Celeiro
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