Presidente da Câmara prevê nova dinâmica no Legislativo em 2021

Qual o papel do Poder Legislativo Municipal? Mancha quer difundir conhecimento sobre a função dos parlamentares.

Você sabe qual o papel do legislativo municipal? Muitos acreditam que este assunto é do conhecimento de todos, mas na prática não é assim. Ainda há muitas pessoas que confundem o Poder Legislativo com o Poder Executivo, e acabam esperando e cobrando ações a quem não possui a devida competência. Tendo em vista esta e outras realidades do município, o presidente da Câmara de Vereadores, Adavilson Teles, ‘Mancha’, está elaborando ações que visam difundir o conhecimento e aumentar o envolvimento da população com o Legislativa. Mancha declarou o desejo de dar uma dinâmica de trabalho diferente a Câmara de Vereadores e já colocou em prática algumas medidas e em breve mais projetos serão implementados. “Tenho algumas ideias para que os vereadores estejam mais presentes na comunidade. A sociedade precisa entender o legislativo, pois não há a compreensão deste poder e do nosso papel”, declarou. Implantar uma Escola do Legislativo, o Programa Vereador Mirim, a Câmara Itinerante nos Bairros, nas apenas no interior e promover o debate com a sociedade sobre as atribuições do Legislativo são ações para serem executadas em curto prazo. Mudanças na carga horária e fim dos pontos facultativos também foram decisões já tomadas pelo presidente.

Em conversa com a redação do jornal ‘O Celeiro’, Mancha relatou como vai funcionar os projetos e sua repercussão como meio de mostrar a seriedade do Legislativo em meio ao descredito deste Poder a nível nacional e estadual. “Queremos criar a Escola do Legislativo camponovense para ter mais envolvimento com a comunidade, seja através de cursos, de palestras, seminários, qualificação. Vamos implementar o Programa ‘Vereador Mirim’, para trabalhar junto a Escola do Legislativo, queremos entrar nas escolas e fomentar a democracia e novos líderes. Vamos levar a Câmara Itinerante para os bairros. Vamos para dentro das entidades civis organizada, queremos que a sociedade entenda o Poder Legislativo, por isso precisamos explicar esse poder. Por exemplo,
às vezes o Executivo leva um ano ou mais para formatar um projeto e quer o Legislativo aprove em uma semana, isso nem sempre é possível. Cada poder tem seu tempo. O tempo mínimo de apreciação e aprovação de um projeto na Câmara é no mínimo de 21 dias, isso se o processo correr normalmente, sem vistas e sem emendas. As pessoas precisam entender nossos prazos”, detalhou Mancha.

O fim do ponto facultativo, que é uma cultura no Brasil, foi surpresa nessa gestão, mas segundo Mancha, a decisão é acertada, assim como a decisão sobre o horário de expediente. “O ponto é uma folga remunerada e é injusto com a sociedade, que é quem paga o salário do servidor público. Enquanto a iniciativa privada está trabalhando o poder público está parado. Em Campos Novos, no ano de 2021, não haverá. Em relação ao expediente houve também o fim do turno de seis horas. Nós somos contratados para trabalhar 40 horas, mas fazíamos apenas 30 horas semanais e recebíamos pelo trabalho de 40 horas. Este ano a carga horária de todos será de 8 horas, inclusive do Procurador Jurídico. Apenas duas funções irão trabalhar seis horas, as telefonistas, devido a CLT que estabelece seis horas, e os jornalistas profissionais que atuarão como assessores de comunicação. Precisamos mostrar para a sociedade que a Câmara de Vereadores quer e está com vontade de trabalhar”, destacou.

Após três mandatos consecutivos, Mancha avalia muitos erros e acertos do Legislativo, mas espera que neste ano haja uma evolução na sistemática e na postura de cada um dos vereadores, pois para ele alguns parlamentares confundem a população sobre a competência dos vereadores. “Os próprios vereadores são culpados por isso, porque prometem coisas que não podem cumprir. Há a questão da cultura do assistencialismo que ainda está arraigado no país e muitas pessoas acreditam que os políticos podem fazer tudo e resolver todos os problemas. Na iniciativa privada eu faço o que eu quero, na iniciativa pública eu faço o que a lei permite que eu faça. Ainda falta conhecimento e informação, mas a culpa não é apenas da sociedade, mas também do parlamento que não fomenta esse debate. Precisamos mudar nossa comunicação”, completou.

Além das medidas já elaboradas, Mancha também tem a intenção de promover a mudança de sede da Câmara de Vereadores, e ele já deu os primeiros passos para viabilizar o processo, ressaltando os benefícios de adquirir um novo espaço para atuação do Legislativo. “Temos um problema estrutural grande, nosso espaço físico não suporta mais ‘remendo’. A capacidade do nosso auditório é para pouquíssimas pessoas. Precisamos resolver este problema. Estamos conversando com os vereadores, já conversei com o prefeito sobre isso e vou difundir esta ideia com a sociedade civil organizada, porque não adianta discurso demagogo. Queremos conseguir um terreno junto ao Poder Público e iniciar a obra para que tenhamos um espaço adequado para os vereadores e que tenhamos um plenário maior para comportar mais pessoas, e que a sociedade possa usar também para colação de grau, apresentações, palestras, convenções. Este é um investimento que vai retornar a sociedade”, finalizou Mancha.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1661 de 28 de janeiro de 2021.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.