Sem supervisão

Filhos antes de atingir a maturidade são uma preocupação para os pais. Em casa o tempo todo eles estão sendo observados. “Não faz isso, não mexe naquilo, desce daí, para de correr, não põe isso na boca”, é uma infinidade de imperativos utilizados pelos pais para impedir os filhos de fazer algo incorreto.

Quando ocorre o início da idade escolar os pais dividem este cuidado com os professores, que precisam cuidar de um número maior de crianças. No entanto, um bom professor nunca cuidará de um filho tão bem quanto bons pais.

E como parte do cuidado diário, os pais devem ter uma comunicação regular com os filhos, não basta dizer pode e não pode, é preciso ensinar os filhos, para que mesmo sem supervisão eles lembrem da orientação dada.

Os filhos devem entender o objetivo das ordens que os pais lhes dão. Punição, castigo, chatice? Talvez os filhos entendam a disciplina dessa forma, e é dever dos pais explicar que os cuidados acontecem porque os pais se preocupam com o bem estar dos filhos.

O editorial desta semana tocou neste assunto devido a matéria de retorno as aulas presenciais. Longe dos pais será que os filhos vão usar máscara, álcool em gel e manter o distanciamento? Se os pais explicaram a importância da prevenção, os filhos tomarão os devidos cuidados mesmo sem supervisão, não por medo, mas porque entenderam a gravidade da situação e suas consequências.

Por: Priscila Nascimento,
Jornalista

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1662 de 04 de Fevereiro de 2021.

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