André Motta, falou com a imprensa sobre a política hospitalar em Santa Catarina e outros assuntos.
As habilitações das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocorreram em diversos municípios do estado para uso de pacientes com Covid-19 além disso, muitas outras ações foram tomadas pelo Governo do Estado e Administrações municipais. Após a pandemia algumas serão continuadas, outras deverão ser analisadas. “Estamos discutindo em todas as regiões do estado a vocação das unidades hospitalares e dos serviços complementares para que as regiões sejam as mais autossuficientes possíveis em oferta de serviço em saúde. Uma vez definido o papel de cada hospital em caráter complementar aos outros hospitais iremos em busca de habilitação, isto significa custeio. Foram solicitados a necessidade de habilitar as UTIs e revisar leitos ofertados durante a pandemia. O melhor estado no enfrentamento da Covid-19 é Santa Catarina com menor taxa de letalidade”, afirma o secretário.
A pandemia exigiu mais investimentos na saúde que trarão benefícios em longo prazo mesmo após pandemia, acredita o secretário. “Estamos acrescentando unidades hospitalares e dobrando o custeio da política hospitalar. Quando falo isso eu também estou falando em mais ofertas de cirurgias eletivas. Estamos propondo a rede prestadora de serviços 18 meses em 6. Ou seja, pacientes que entraram na fila nos 18 meses da pandemia devem sair em seis meses. Este um desafio. Estamos trazendo condições, recursos financeiros, precisamos agora diminuir o sofrimento das pessoas. Tínhamos 810 leitos SUS no início da pandemia. Construímos 1100 leitos e garantimos os custeios aos que não foram habilitados. Nosso planejamento é que desses, 500 permaneçam para trazer a alta complexidade”, acredita André Mota.
O secretário ressaltou que mesmo com as dificuldades encontradas no inicio do governo, muito foi e vem sendo feito tanto no combate a pandemia, quanto na promoção de saúde. “Herdamos uma dívida bilionária e pagamos no primeiro ano. Estamos trabalhando não apenas no tratamento da pandemia. O estado trabalha para trazer a regionalização de acesso as pessoas nas dezessete regiões do estado”, diz. Como forma de melhorar ainda mais a saúde, André destaca a importância de atualização da Política Hospitalar. “Uma das ações do estado é a releitura das Política Hospitalar Catarinense. Até 2018 nós repassávamos R$ 80 milhões por ano para as Unidades hospitalares filantrópicas, e a partir de 2019 pagamos R$ 305 milhões por ano, obviamente em troca de ofertas de serviços. Estamos reestruturando esta política porque entendemos que a pandemia nos trouxe várias lições, nós precisamos fazer mais e melhor, e estar mais próximo do cidadão. Ela vai colocar mais dezenas de hospitais dentro deste processo, são 117 no momento, mas iremos aumentar este quantitativo. Estamos discutindo valoração de serviços novos e aportes hospitalares para dobrarmos o custeio da nossa política hospitalar”, finalizou.
André Mota reconheceu a importância da parceria entre as Secretarias de Saúde e os Hospitais para a estruturação dos serviços em Campos Novos, e reafirmou o apoio do estado nas ações. Para ele o esforço, empenho e dedicação devem continuar, com ou sem pandemia. Ele enxerga um novo momento a frente, mas reforça que o avanço na saúde deve ser constante. Com a implantação da UTI registra-se um salto importante que leva o município a outro patamar e possibilita conquistas. O benefício desta UTI será a médio e longo prazo. A população espera que a UTI possa se fixar permanentemente no município e venha a salvar muitas vidas.
*Reportagem publicada no Jornal ‘O Celeiro’, Edição 1693 de 09 de Setembro de 2021.






