Educação e saúde no município foram o foco de entrevista realizada com o prefeito Alexandre Zancanaro.
Saúde e Educação estão entre as principais necessidades dos munícipes, e quando alguma coisa vem de encontro a essas demandas a população sofre e ao mesmo tempo em se movimenta para cobrar. Os veículos de comunicação locais fazem sua parte ao buscar as respostas com as autoridades competentes. Recentemente algumas situações em Campos Novos relacionadas a estes temas causou preocupação nos camponovenses. Mudança no transporte escolar, fechamento de escola, redução do número de professores no município, aumento do piso salarial de professores, falta de médicos nos postos de saúde e outros temas foram levantados pela comunidade.
O jornal O Celeiro e a Rádio Cultura conversaram com o prefeito Silvio Alexandre Zancanaro para esclarecimento de dúvidas. Confira as respostas do prefeito sobre cada tema específico.
- Redução do número de professores nas escolas municipais de Campos Novos: “Não estamos reduzindo o número de professores, estamos adequando o número com base na legislação que existe. A legislação prevê a quantidade exata do número de professores em relação ano número de alunos. Todos os anos são realizadas as rematrículas e matrículas novas, já temos dados iniciais de número de alunos, a rede municipal teve um incremento nas matrículas e todos os professores efetivos foram adequados dentro de suas unidades e conforme a necessidade serão contratados novos Acts. Não podemos fugir do que a legislação preconiza. A Secretaria de Educação está fazendo a adequação necessária para que se cumpra a lei dentro dos parâmetros legais estabelecidos”. Em contato com a secretária de educação, Adriana Zanatta, não fomos informados sobre o número de professores para 2022, pois os editais estão sendo publicados para contratação de novos. Portanto, ainda não é possível saber se houve diminuição dos profissionais em relação ao ano anterior.
- Campos Novos vai cumprir o reajuste de 33,24% no piso nacional de professores da educação básica? “Não tínhamos um planejamento para um aumento tão expressivo. A Secretaria de Educação fez os levantamentos e aguardamos o RH porque vários professores receberão a progressão e a inclusão das pós-graduações. Estamos analisando os cálculos para ver o aumento possível. Estamos estudando para, no mínimo, o piso ser incorporado ao salário base. Já estou levantando os números que irão impactar na Responsabilidade Fiscal porque em abril temos que prever o aumento dos demais servidores. Estamos trabalhando com o índice de inflação, acima dos 10%, é o que devemos repassar. Esses indicadores estão entrando numa prévia de planejamento vinculado à Secretaria de Planejamento para a previsão da Receita. Nossa intenção é chegar até o piso salarial e estamos trabalhando dentro dessa perspectiva”.
- Escola Itinerante Assentamento São José: “Estamos tranquilos quanto ao cumprimento da legislação. A escola itinerante não está sendo encerrada, ela está sendo suspensa em virtude da falta de alunos. Estamos fazendo a inclusão social de todas essas crianças, trazendo-as para a educação regular”.
- Mudança na legislação do Transporte Escolar: “Em reunião com alguns vereadores surgiu a possibilidade de uma emenda para incluir a situação social para casos específicos. Esta é uma legislação que vem sendo discutida, e a nossa legislação, caso seguisse a estadual deveria seguir os 4 km e nós diminuímos para 2,5 km. Estamos em comum acordo”.
- Escola Novos Campos: “A empresa já iniciou os trabalhos. Na reforma se preservou algumas características do antigo seminário. Até o termino do ano queremos concluir a obra para que em 2023 os alunos já possam usufruir do espaço. O cronograma da reforma da primeira etapa é de dez meses. Estamos em contato com o Governo do Estado para ter liberação dos recursos para a segunda etapa. Fomos informados que os convênios da educação serão liberados em março”.
- Saúde: Dificuldades de médicos nas Unidades: Por que o déficit de médicos? “Um ato político ocorrido na gestão passada reduziu o salário dos secretários e do prefeito, e esta situação teve repercussões e uma delas foi no salário dos médicos. Fizemos um chamamento público neste ano e a principal reclamação dos médicos é a questão salarial, justificando que os municípios ao redor estão pagando melhor. O médico tem um teto que não pode ultrapassar o salário do prefeito, e como houve a redução salarial do prefeito, tivemos também a redução salarial do médico. Estamos buscando o remanejamento destes profissionais, nenhum posto está descoberto. Em alguns dias pode ser que não haja médico, mas todos os profissionais estão fazendo um revezamento e estamos dando conta do atendimento”.
*Reportagem publicada no Jornal ‘O Celeiro’, Edição 1716 de 17 de janeiro de 2022.






