
“Bebês estão morrendo no hospital Dr. José Athanázio”. Estas eram as notícias que circularam em Campos Novos. A comunidade recebeu com muita comoção e com preocupação estas informações. Será despreparo ou negligencia do hospital Dr. José Athanázio para com as gestantes e bebê? Uma página de humor nas redes sociais disseminou a notícias. Obviamente, as gestantes foram tomadas por medo e pânico. Veículos de imprensa sérios, foram checar a informação e conversaram na manhã desta quinta-feira (09) com médicos e a administração do hospital.
O médico Leonardo Falcão, obstetra do hospital, falou sobre os acontecimentos recentes. “Não houve morte de recém-nascido. Esses casos da última semana foram casos de morte intrauterina, foram mortes fetais. Ou seja, o bebê morreu antes de nascer. A paciente chegou com queixas, ela foi atendida pelo obstetra de plantão, e constatou-se a morte do bebê dentro do útero. As mortes não aconteceram no hospital nem foi por responsabilidade do hospital ou do obstetra de plantão. A taxa de morte intrauterina é muito alta no Brasil, pode ser por hipertensão, diabetes, trombofilia. Os que nós pegamos na maternidade é o resultado final de nove meses”, declarou o médico.
Porém, segundo informações, uma das pacientes fora atendidas dias antes. O que poderia ter sido feito por esta paciente? O parto poderia ter sido realizado? “O médico intervém quando constatamos que houve um problema grave. Nós só vamos indicar a cirurgia para a retirada do bebê se houver complicações que tragam riscos eminentes. O Ministério da Saúde nos recomenda interromper uma gravidez a partir de 39 semanas. Antes disso corre o risco de o bebê sair e ficar desconfortável aqui fora e ir para uma UTI. Se eu tiro o bebê antes da hora eu sou acusado, se eu não tiro o bebê nós também somos questionados”, responde o obstetra.
O médico relatou que o hospital está pronto a prestar todos os esclarecimentos, mas criticou a postura de algumas redes sociais devido ao pânico que estão causando na comunidade. “Todos temos o direito de questionar, mas precisamos cuidar. Temos pacientes ligando com medo. As gestantes estão apavoradas. Isso está gerando pânico na população. Se a família tem dúvidas nós esclarecemos. As redes sociais julgam e condenando profissionais sem conhecimento de causa. Precisamos avaliar juridicamente se há responsabilidade. Estamos apresentando que a instituição fez o atendimento corretamente”, afirmou.
Este foi o lado do hospital. O que as famílias tem a dizer? Houve acompanhamento pré-natal? A busca ativa de gestantes existe no município? Na próxima edição do jornal O Celeiro você acompanha a repercussão deste caso. O Jornal O Celeiro se solidariza com as famílias.






