O movimento de criação da Rota Turística “Passo do Pontão” começou em 2012 com o casal Dirceu Carneiro (arquiteto) e Terezinha Benvinda Fornari Carneiro (socióloga) e, posteriormente, teve o apoio de um grupo de trabalho formado por pessoas e entidades visando resgatar por meio do turismo a história cultural do tropeirismo na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Nesta quarta-feira (31) os colaboradores do projeto estiveram reunidos na sede da regional da EPAGRI de Campos Novos para definição dos encaminhamentos do projeto.
A AMPLASC segue como apoiadora e com a criação do Colegiado de Turismo buscará dar suporte as próximas etapas como: captação de recursos, capacitações e sensibilização dos municípios em prol da nova rota turística.
Na oportunidade o senador constituinte, Dirceu Carneiro, fez um resgate histórico do tropeirismo na região.
Embora o traçado original da rota não seja o mesmo da rodovia BR-470, a formação dos povoados e o desenvolvimento estão atrelados ao transporte de mulas e gado no Passo do Pontão que existia clandestinamente, a cerca de 100 anos antes da criação do posto de arrecadação do Governo gaúcho em 1848, na cidade de Barracão/RS. Acredita-se que pelo “Passo do Pontão” cruzou mais gado por Campos Novos que Lages.
Outra observação cultural é que divisa dos Estados encontra-se o Marco Zero de criação do Rio Uruguai. Nas proximidades das Furnas do Brechó, ou logo abaixo há o encontro dos rios Canoas e Pelotas, na comunidade de Entre Rios, Celso Ramos, que desse ponto em diante, passa a se chamar rio Uruguai.
O estudo faz parte do inventário cultural que breve será lançado em formato e-book para auxiliar na divulgação da “Rota Turística Passo do Pontão”, que envolve os municípios de Celso Ramos/SC, Campos Novos/SC, Zortéa/SC, Capinzal/SC e Barracão/RS que estavam com representantes na reunião de hoje (31/08).
Fonte: ASCOM AMPLASC






