Chefe do Executivo Municipal também abordou o andamento de obras, analisou o atual cenário político no estado e citou preocupação com o “Plano 1000”.
Na tarde da última segunda-feira, 24/10, o Prefeito de Campos Novos, Gilmar Marco Pereira, recebeu em seu gabinete a Reportagem do Jornal O Celeiro e da Rádio Cultura, a fim de abordar assuntos de relevância para a comunidade camponovense. Entre os temas abordados está o andamento de obras, como a pavimentação de trechos do Bairro Aparecida, recapeamento de algumas vias da cidade e a ampliação do Cemitério Dom Daniel Hostin. Outro assunto levantado na entrevista se refere ao atual cenário político no estado, uma vez que, após muitos anos, Campos Novos deixará de ter um representante na ALESC. Outro tema discutido foi o prosseguimento das obras que fazem parte do plano 1000 do Governo Catarinense, agora com a não reeleição de Carlos Moisés, estas obras poderiam ser suspensas pelo futuro Governador? Estas e outras questões serão respondidas a seguir, confira:
- Como está o planejamento de execução das obras de asfaltamento na cidade?
Existe um estudo dentro da engenharia de planejamento, estamos tentando suprir estas necessidades, logicamente não vamos conseguir atender a todos, até mesmo pela elevação dos preços dos insumos. A liberação do Financiamento da Caixa Econômica está vindo de forma fracionada para o asfaltamento da cidade, o que nos limita o andamento. Temos ainda R$ 5 milhões previstos em recapeamento, a maioria sendo recurso do próprio município. São vários trechos que já foram identificados pela Secretaria de Obras, e enviadas até o Setor de Planejamento, que estaremos buscando alternativas.
- Quais obras de pavimentação devem ser as primeiras a serem executadas?
Uma das primeiras obras a ser executada será a pavimentação asfáltica da Rua Cel. Farrapo na altura do Bairro Aparecida, próximo ao Country Club, atrás da Napalha e trechos próximos daquela área. Será assinada a ordem de serviço nesta semana. Também temos a necessidade de pavimentação na Rua Ramon Garcia, no Bairro Santo Antônio, no acesso Sul, próximo a Gerwal, é um problema antigo que gradualmente temos que ir resolvendo, assim como o trecho próximo à Mecânica Azul, que necessita de reparos. No bairro Nossa Senhora do Rosário, sabemos que a reclamação é grande por parte dos moradores, lá a administração já fez a pavimentação, faltando o trecho atrás do cemitério, com previsão para o primeiro semestre do ano que vem.
- Qual valor destinado para a ampliação do cemitério Dom Daniel Hostin, como estão as tratativas para a obra?
A ampliação do cemitério Dom Daniel Hostin está avaliada em R$ 14 milhões, para os próximos dias teremos reunião com a família para aquisição de um terreno ao lado do cemitério e em seguida daremos entrada nas licenças ambientais e tudo que pede a legislação.
- Como está o processo de compra dos imóveis nas proximidades do Hospital Dr. José Athanázio?
Retomamos as tratativas, na semana passada conversamos com todos os proprietários dos três imóveis, levamos ao conhecimento deles os orçamentos realizados pelas empresas especializadas, para que tão logo possamos tomar uma decisão de forma conjunta. Nossa intenção é adquirir estes imóveis para que no futuro possamos ampliar o hospital da cidade.
- Em qual etapa se encontra o Residencial Bem-Viver?
O projeto do Residencial Bem Viver totaliza 40 casas e 64 apartamentos. Na época do seu lançamento tivemos mais de 300 credenciamentos, mas aí veio a pandemia e tudo parou. Agora temos que fazer mais uma consulta, para verificarmos se as pessoas que se cadastraram estão aptas a aderir ao programa e se ainda existe o interesse delas.
Na questão legal, a Caixa Econômica Federal tem suas próprias normativas e segue os tramites burocráticos, nós temos bastante pressa, mas torcemos que tão logo as coisas se alinhem para podermos dar sequência. A empresa Sertrex continua à frente do projeto, mas com um prazo limite dado pelo Jurídico para iniciar as obras.
O município fez todo o investimento, a infraestrutura, falta agora a assinatura dos contratos para dar início ao processo de execução.
- Quanto aos problemas de esgotamento sanitário do Loteamento Granzotto, qual é o posicionamento da Administração?
Diante dos problemas apresentados, estamos fiscalizando e já solicitamos para a Autarquia SAMAE fazer todas as notificações e se necessário a interdição da empresa que está executando a obra, caso ela não esteja executando da forma devida.
- Como estão as conversas com os parlamentares eleitos e qual a estratégia de trazer mais recursos?
Lamentamos não termos a continuidade do trabalho do Deputado Titon e nem a eleição do Ex-Prefeito Zancanaro, perdemos um pouco de força, mas nem por isso vamos deixar de procurar os deputados, juntamente com o poder legislativo municipal e a sociedade civil, para que eles destinem emendas para o município. Devo estar indo a Brasília no início de novembro, para visitar os gabinetes e também retornando a Florianópolis a fim de buscar aquilo que é de nosso direito, os recursos que o município necessita. Somos a 16ª economia do estado e isso nos concede o mínimo de respeito dos representantes nas esferas estadual e federal.
- Algum novo projeto será concluído ainda neste ano?
Dificilmente conseguiremos entregar até o final deste ano. Nossa intenção era concluir a creche do Bairro Aparecida, mas sabemos que vai um bom tempo ainda; mesma situação da Escola Novos Campos e o setor de imagiologia. Mas para o ano que vem temos uma boa perspectiva de estarmos entregando estas e muitas outras obras. Quem sabe ainda conseguimos entregar até o final do ano o trecho dos 3,6 Km do asfalto do interior, dentro da primeira etapa de execução.
- Município está com alguma dificuldade financeira?
A Pandemia causou reflexos financeiros não só para Campos Novos, mas para vários municípios. Aquilo que tinha previsto para aquisição, sofreram um grande aumento e isso implica na engrenagem de fazer o município andar. Por isso, temos sempre conversado com o setor de planejamento e administrativo, para estarmos sempre dentro da responsabilidade fiscal. Hoje 50% da nossa arrecadação vai para folha de pagamento dos servidores, mais de 15% investimos em saúde, 25% por lei vai para Educação, e os 10% restantes vão para cuidar de todas as outras estruturas do município. Estamos tendo esse cuidado e nenhum fornecedor ou servidor vai deixar de receber seu pagamento e estaremos fechando o orçamento deste ano com margem de segurança.
- Como está o Planejamento para o Secretariado de 2023?
Procuramos dar condições de trabalho para todos, mas existem os anseios particulares de cada um. E se houver a necessidade (de troca) estaremos ajustando as secretarias, já estamos conversando com os secretários coletivamente e individualmente. Da mesma forma que a Secretaria de Assistência Social, que hoje se encontra descoberta, provavelmente iremos até o final dando o suporte juntamente com o Sr. Dari (Secretário de Administração) e se no próximo ano tivermos que mudar o formato estaremos anunciando o novo nome. Mas não temos pressa por se tratar de uma pasta muito importante.
- Há a possibilidade da Vereadora Celina ser realocada para a Secretaria de Assistência Social?
Todas as possibilidades existem. Mas não pode ser uma vontade apenas do Executivo, isso deve ter um interesse mútuo. Mas, temos conversado bastante, não tem nada definido, nomes estão sendo sugeridos, e vamos discutindo as possibilidades. Deixei a Celina bem a vontade para pensar, se ela teria essa vontade, ela ficou de analisar e descartado não está.
- Qual a sua visão para o Próximo ano do Legislativo Municipal?
Procuro estar o mais próximo possível do Legislativo, conversando, estreitando as relações, pois ambos são setores importantíssimos para o desenvolvimento do município, isso quem ganha é a população. Nós temos nos aproximado bastante, vereadores de oposição e situação estão sendo solícitos e entendendo a importância de estarmos juntos, buscando alternativas para bons projetos. Quanto à ideologia partidária, ela deve ser deixada de lado a partir do momento que você está exercendo a função que foi eleito, que é de pensar num todo.
- Como estão os trâmites das obras do Plano 1000 de responsabilidade do Governo do estado?
Estivemos há 10 dias na Casa Civil, buscando tudo aquilo que temos cadastrados, também estivemos conversando com o Deputado Titon, que fazia parte da Base do Governo, mas estamos buscando representatividade para que estas obras tenham sequência. A obra que mais nos preocupa é a segunda etapa da Escola Novos Campos, na ordem de R$ 5 milhões. Também temos a obra da pista sintética de atletismo, que em tese está confirmada, também na ordem de R$ 5 milhões, bem como a segunda etapa da pavimentação asfáltica do Caxambu, que terá um custo aproximado de R$ 9 milhões. Temos que acelerar o processo, fazer a ordem de serviço e assegurar a vinda destes recursos. Nós gostaríamos que continuasse conforme o planejamento, mas o novo Governo pode dar continuidade ou fazer uma nova adequação.
*Reportagem publicada no Jornal ‘O Celeiro’, Edição 1752 de 27 de outubro de 2022.






