Agentes de Endemias alertam para o risco de Dengue no município

Profissionais da saúde intensificam os trabalhos de fiscalização e conscientização neste período do ano.

A chegada do calor liga o alerta para a aparição de um grande vilão da comunidade: o mosquito Aedes aegypti. Conhecido como mosquito da dengue, o inseto também é transmissor de outras doenças, como a da febre amarela urbana, Zika e a Chikungunya, por isso, nesta época do ano, todo cuidado é pouco com este tipo de pernilongo.
Com a finalidade de combater os focos do mosquito, a Secretaria de Saúde de Campos Novos, por meio das Agentes de Endemias, está promovendo uma grande mobilização no município, com o intuito de orientar, fiscalizar e incentivar a população a contribuir com atitudes que previnam novos focos do mosquito e os impeçam de fazer novos criadouros.

De acordo com a Agente de Endemia, Denise Frigeri, em Campos Novos o trabalho a campo ocorre ao longo de todo o ano, sendo que até o momento, já foram identificados 87 focos. São 113 armadilhas espalhadas no município todo, que a cada sete dias são monitoradas, e mais 56 pontos estratégicos que são distribuídos em locais específicos, como borracharias, cemitérios e floriculturas.

“Atualmente contamos com uma equipe de cinco agentes, que monitoram um município com mais de 30 mil habitantes, por isso é importante o apoio da população. Pedimos que olhem diariamente no entorno das suas residências, eliminem todos os potenciais criadouros, procurem se desfazer de coisas inúteis, fazendo isso, você estará colaborando para eliminar focos e criadouros do mosquito”, afirmou Denise.

Em novembro, a exemplo do mês de março, acontece o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti), uma força tarefa de inspeções e monitoramentos realizados nos quarteirões da cidade. E em alusão ao Dia Nacional de Combate ao mosquito Aedes aegypti, comemorado no último dia 19 deste mês, foram realizados trabalhos de divulgação e conscientização nas ruas da cidade, a fim de reforçar os cuidados com o risco da dengue com a chegada do verão.

Conforme a Agente de Endemia, Nádia Mariano, foi detectado nos últimos anos um aumento nos focos do mosquito, este ano, porém, foi identificada uma queda até o momento, muito em circunstância do trabalho de conscientização e fiscalização.

“Acredito que as pessoas estão começando a se monitorar, tomando consciência. Estamos sempre vistoriando comércios, como borracharia e floricultura. Antigamente o mosquito preferia água limpa, hoje em dia não tem mais isso, ele gosta de água parada, até em óleo diesel já encontramos focos. Como o município está infestado, cada um pode fazer a sua parte, inclusive denunciando casos de negligência por meio do Agiliza, a identidade do denunciante é preservada”, orientou Nádia.

Ainda segundo as agentes, no início deste ano o município teve quatro moradores suspeitos de dengue, três deles descartados, e um foi confirmado, porém se tratava de um caso importado, ou seja, contraído em outro município.

“Os sintomas são bem parecidos com a da gripe, com dor de cabeça, dor na região dos olhos, dor nas articulações, febre aguda, o que pode confundir um pouco com os sintomas de gripe ou do próprio Covid. As pessoas que sentirem estes sintomas devem procurar um Posto de Saúde e, caso o médico avalie que seja necessário, é realizada a coleta para análise por meio de exames”, explicou Denise.

A coordenação regional da saúde também teme que os casos fujam do controle, pois diversos municípios da região já tiveram casos positivos, e o nível de infestação na região pode aumentar exponencialmente.

“Como as pessoas transitam nestas cidades, o temor fica maior porque o mosquito pega carona, podendo vir um mosquito infectado para cá, como uma pessoa daqui pode viajar, ser picado, retornar e um mosquito daqui o picar e se tornar infectado. A partir disso, toda a pessoa que este mosquito picar, vai infectar, além dos ovos que a fêmea colocar também vão nascer infectados, uma fêmea vive em média 60 dias e tem a capacidade de dar origem a 400 ovos”, afirmou Denise.

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do Aedes Aegypti, cuidando do entorno da sua residência, eliminando os depósitos de água parada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, lonas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, ou recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1757 de 01 de dezembro de 2022.

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