SINTE/SC realiza Seminário em Campos Novos e cobra direitos aos profissionais da educação

Presente no encontro, Deputada Luciane Carminatti fará uma representação no MP exigindo concurso público do magistério.

Reivindicações e cobranças marcaram o Seminário do SINTE/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina), realizado na última sexta-feira, 19/05, no Auditório da Unoesc em Campos Novos. O Sindicato cobra a descompactação salarial e reivindica a valorização da carreira do professor. O encontro contou com a presença do coordenador do SINTE/SC, Evandro Accadrolli e da Deputada Estadual Luciane Carminatti.
Para o sindicato, Santa Catarina é um dos dois estados do país, que não garante ampliação salarial ao longo da carreira. Segundo o coordenador, o SINTE, inclusive, já apresentou à equipe do governador Jorginho Mello, uma tabela que respeite tempo de serviço público e as formações feitas pelo professor. As negociações com o governo devem se arrastar até o próximo dia 13 de junho, dois dias antes da assembleia estadual.

A Deputada Luciane Carminatti, vem sendo responsável por levar ao governo, as demandas dos profissionais concursados da Rede Pública Estadual. Um dos principais gargalos, segundo a parlamentar, é a falta de valorização dos professores, e devido ao grande número de professores ACT`s (Admissão de Professores em Caráter Temporário) no estado, disse que vai protocolar uma representação no Ministério Público exigindo concurso público do magistério.

“Eu já fiz duas representações e o dado que nos chegou é que tem mais ACTs agora do que nos últimos anos, então a gente vai ter que cobrar concurso público. Outra questão, é que ao longo desses anos, as leis foram sendo alteradas, a carga horária, as gratificações foram diminuídas e as atribuições aumentaram. Neste sentido, queremos ouvir a categoria e construir um debate que possa ser o mais justo possível. Que não tenhamos disparidade entre uma função e outra, tenhamos responsabilidades diferentes, mas que todos se enxerguem com direitos enquanto profissionais da educação”, ressaltou.

Além da cobrança pela valorização dos professores, a deputada também deu o seu ponto de vista em relação a outros temas de extrema relevância, como por exemplo, a faculdade gratuita e a segurança nas escolas, como você confere a seguir:

Segurança nas escolas

O debate da segurança é muito complexo, eu sempre falo que a gente não pode correr o risco de transformar a escola em presídio. A escola tem uma característica fundamental, que é garantir o direito universal à educação, tudo o que a gente faz na escola nós precisamos pensar com este olhar. Além disso, para fomentar a discussão no âmbito da ALESC, procuramos envolver as regiões, em seis macro audiências regionais, em Campos Novos o encontro ocorre no dia 1º de junho, e será para ouvir quem está lá na escola.

A gente quer ouvir o professor, os pais, os estudantes, os gestores, as forças de segurança pública, a psicologia, a psiquiatria, pois precisamos discutir o acolhimento, ou seja, o que acontece dentro da escola, por isso que a gente precisa ter muita tranquilidade para tratar desse tema e acertar nas propostas para educação.

Faculdade Gratuita

Eu estou diretamente envolvida, pois são três comissões que tramitam, uma delas que eu presido, que é a comissão de educação. O projeto em si, nem começou a tramitar, mesmo assim já tem muitos questionamentos e dúvidas. Eu acho que a gente tem que permitir que os alunos que mais precisam, possam concluir faculdade, isso eu sou a favor, sempre lutei, mantivemos o Artigo 170 na Assembleia, mesmo com várias tentativas de corte, a gente sempre segurou, agora eu não posso permitir que esse dinheiro saia da educação básica.

As nossas escolas estão caindo, os professores estão com a carreira achatada, temos aposentado pagando 14% dos menores salários, então o governo tem que dizer de onde vem esse recurso. Queremos fazer um bom debate, sem pressa, já falei para os reitores, a gente vai apoiar, mas temos que discutir bem, qual é o sentido da lei e para que a lei de fato venha atingir a quem mais precisa.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1780 de 25 de maio de 2023.

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