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GERAÇÃO NEM NEM E EDUCAÇÃO NO BRASIL

Há alguma relação entre a geração Nem Nem e a Educação no Brasil? Como especialista em educação e em comportamento humano, ouso arriscar dizer que existe sim; não apenas uma estreita relação, mas uma profunda interdependência entre ambas. Enquanto os índices de educação no Brasil caem assustadoramente a cada nova pesquisa, observo uma geração de adolescentes que se agarram ao celular para somar números de uma casa decimal ou multiplicar um número qualquer por 2 ou por 10. Para somar 5 + 3 ou multiplicar 2X3, a calculadora do celular foi a única (sim, única) opção apresentada por 12 adolescentes do ensino Médio em uma interação que tive com eles há poucos dias.

A impressão que tenho é de o cérebro encontra-se em repouso absoluto porque suas funções foram transferidas para a palma da mão! É uma questão generalizada? Não! Mas acreditem, é bastante comum. Uma boa parcela da geração que não está sendo provocada a pensar, a fazer, a agir, a ler e a escrever. Para se ter uma ideia, em SC “44,6% dos alunos do Ensino Fundamental e 34,1% dos alunos do Ensino Médio terminam o ciclo com aprendizagem adequada em Língua Portuguesa”. Ou seja, menos da metade dos alunos do Ensino Fundamental e pouco mais de 1/3 dos alunos do ensino médio saem da escola sabendo o básico na língua materna. É no mínimo, preocupante.

Uma geração fragilizada, com uma boa dose de mimimi, com um senso de urgência ilimitado e com a insatisfação elevada ao topo.

Teria problema se fosse só isso e se a situação se restringisse a escola? Não! Não muito. O problema está no destino desses jovens que vão para o mercado de trabalho, para as empresas, para os hospitais, farmácias, lojas, indústrias. Nas empresas, terão que tomar decisões, interagir com outras pessoas, agir, reagir, vender, atender…

Uma geração fragilizada, “mimimizada”, que se abate por pouco, se deprime se alguém reprime, revida se alguém orienta e mais, não tem o conhecimento básico, mínimo necessário para fazer o que precisa ser feito e mudar os rumos da sua própria existência.

Por: Magna Regina
Coach Empresarial, Empreendedora
Presidente do Instituto Humaniza
Contato: (54) 9977-2062

*Coluna ‘Comportamento Humano’, publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1792 de 17 de agosto de 2023

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