A iniciativa na Câmara foi idealizada a fim de ampliar o diálogo sobre o assunto, avaliando o andamento das políticas públicas junto ao município.
Com o plenário Domingos Rigo lotado foi realizada no dia 23 de novembro a audiência pública na Câmara para tratar sobre a Vacinação de Crianças e a Redução da Taxa de Cobertura Vacinal.
A audiência foi proposta pelas vereadoras Celina Maria Manfroi Cassiano Barros e Marli Becker, em reunião da Comissão de Constituição Justiça e Redação Final, sendo aprovada por unanimidade pelos vereadores membros da CCJ.
A iniciativa de discussão da temática na Câmara foi idealizada a fim de ampliar o diálogo sobre o assunto, discutindo a legislação vigente e avaliando o andamento das políticas públicas junto ao município, tendo em vista que é um tema de extrema importância, em se tratando da proteção integral à saúde das crianças e dos adolescentes. A iniciativa teve a parceria do Rotary Clube de Campos Novos.
A audiência tratou dos seguintes temas: Importância da Vacinação contra o HPV na Prevenção do Câncer em homens e mulheres – Dra. Juliana Lemos Lucena – médica ginecologista e obstetra; Desafios e Consequências: Entendendo a realidade de Campos Novos quanto a cobertura vacinal – Francieli Ozório de Moraes – Enfermeira e Coordenadora da Saúde Básica do Município de Campos Novos; Índices nacionais da vacinação – Afonso Goulart – Presidente da Comissão Distrital da End Polio Now.
Entre os dados apresentados durante o evento, estão as piores coberturas vacinais em Campos Novos: Vacina DTP REF (4 e 6 anos) com 52,89%, Poliomielite VOP (4 anos) com 52% e varicela com 52.51%.
A enfermeira Franciele destacou que entre as vacinas com melhores índices, entrou a BCG “O que é muito importante, porque a gente conseguiu perceber que os pais logo que as crianças nascem, já estão procurando realizar a vacina da marquinha”. Entre as melhores taxas de vacinação em Campos Novos estão: A BCG com 71,23%; a VIP e Pentavalente 69,86%; Vacina de HPV e vacina Meningocócica ACWY com índices 90%.
“Então o que é que a gente percebe? Até 1 ano e 3 meses que são os 15 meses de vida da criança, os pais se atentam com o calendário de vacinação, mas depois os pais só fazem as vacinas de campanha e esquecem de olhar a caderneta” explicou Franciele.
Por meio das declarações exigidas pela Secretaria de Educação para as matrículas, a Secretaria de Saúde conseguiu resgatas as crianças que estavam com vacinas atrasadas para colocar em dia e melhorar os índices.
Com a audiência pública apresentou-se uma perspectiva de incentivo à vacinação, pois trata-se do método mais eficaz para controlar e eliminar doenças que já causaram centenas de milhares de mortes.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1807 de 30 de novembro de 2023.









