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Vamos garantir rodovias de melhor qualidade no Brasil, afirma ministro

Após divulgação da Pesquisa CNT 2023, ministro dos Transportes defendeu integração entre indicadores para aprimorar monitoramento das estradas brasileiras.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu na última semana, que a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) tenham indicadores similares de condição das rodovias federais. Com dados unificados, será possível somar esforços para garantir estradas melhores no Brasil.

“Nós vamos usar alguns indicadores da CNT na metodologia do DNIT, como esse dos pontos críticos, por exemplo. Precisamos unificar os dados, somar esforços para garantir rodovias melhores”, disse Renan Filho, após participar da apresentação da Pesquisa CNT de Rodovias. Pela primeira vez, um ministro dos Transportes participou do lançamento dos dados.

A última pesquisa da CNT mostra interrupção na piora da qualidade das rodovias federais nos últimos anos. Em 2022 o índice de rodovias consideradas regulares, ruins e péssimas era de 66% e em julho deste ano, quando o levantamento foi realizado, chegou a 67,5%.

Condições

Segundo o DNIT, os mais de 61 mil quilômetros que compõem a malha federal pavimentada atingiram o melhor índice de qualidade dos últimos cinco anos. O Índice de Condição de Manutenção (ICM) de outubro mostra que 65% das rodovias federais estão em bom estado. A atual gestão assumiu com 52%.

“A malha rodoviária brasileira vinha piorando ao longo dos últimos anos e isso aumenta o custo logístico do país, além de reduzir nossa competitividade internacional. Hoje a gente observa uma interrupção na piora de nossas rodovias e no ano que vem vamos ter a melhor qualidade dos últimos oito anos”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Após a apresentação, o presidente da CNT, Vander Costa, destacou o incremento orçamentário de 2023, que possibilitou a retomada de cerca de 1 mil contratos paralisados ou em ritmo lento de execução. “Nos últimos anos o Brasil optou por não investir em infraestrutura, mas isso começou a mudar e é importante para garantir que a sociedade possa transitar por rodovias seguras, mais inteligentes”, declarou.

Santa Catarina

No estado, devido às chuvas de outubro e novembro, várias rodovias foram danificadas, seja com deslizamentos ou danos causados pela chuva.

De acordo com o DNIT estadual, todas as rodovias sob jurisdição recebem melhorias constantes. Ainda com ações das chuvas ocorrem obras na BR 470, 153, 282 e 280.

Na última semana, em um grande esforço conjunto, o Governo de Santa Catarina e os Poderes, representados pela Assembleia Legislativa (Alesc), o Tribunal de Justiça (TJSC), o Tribunal de Contas (TCE) e o Ministério Público (MPSC), aportaram recursos para a realização de repasses diretos às prefeituras.

A Alesc contribuiu com R$ 30 milhões, o TJSC com R$ 13 milhões, o TCE também com R$ 13 milhões e o MPSC com R$ 10 milhões. O governo estadual completa a conta com R$ 84 milhões. No total, 55% tem como fonte de repasse o Executivo e 45% os demais Poderes. No total, serão R$ 150 milhões investidos nessa ação.

No setor de estradas, rodovias e logística, os recursos serão destinados à reconstrução das estruturas públicas danificadas, estradas vicinais e para a compra de equipamentos que ajudem no trabalho de recuperação. “São recursos emergências para as prefeituras para darmos qualidade de vida para os catarineses. Nosso estado vai superar mais essa situação difícil”, disse o secretário da Infraestrutura, Jerry Comper.

Estudo

A Federação das Indústrias (FIESC) apresentou em novembro, um estudo que mostra a situação de trechos de rodovias que exigem URGÊNCIA em obras no estado. No ranking, aparecem nos primeiros lugares as BRs 470, 153, 282, 158 e 163.

A análise, contempla 630 quilômetros percorridos. Diante da perspectiva de o orçamento federal para 2024 prever somente R$ 400 milhões para infraestrutura, o presidente da entidade, Mário Cézar de Aguiar, alertou para a importância de destinar emendas parlamentares para garantir a continuidade dos projetos.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1808 de 07 de dezembro de 2023.

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