De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais incidente entre mulheres no Brasil.
O colo do útero é a porção do útero em forma de canal que o conecta o útero com a vagina, também chamado de câncer cervical, o mesmo se desenvolve nessa região e é causado principalmente por infecção através do vírus Papiloma Humano (HPV), sua presença contribui para o desenvolvimento anormal das células do colo uterino.
Outros fatores que além do vírus podem aumentar o risco para o desenvolvimento da doença são: inicio precoce da atividade sexual com múltiplos parceiros sem proteção, tabagismo (a doença está diretamente relacionada à quantidade de cigarros consumidos) e também o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.
O câncer do colo do útero é lento e pode não apresentar sintomas visíveis na fase inicial.
A detecção precoce, através do exame preventivo, é crucial para identificar os primeiros sinais da doença e tratamento.
MÉTODOS DE PREVENÇÃO
O jornal O Celeiro conversou sobre o tema com a médica ginecologista e obstetra Dra. Rafhaela Amaranto, sobre a importância da prevenção contra a doença e também nos esclareceu algumas dúvidas sobre o tema.
Atualmente temos no Calendário Nacional de Vacinas de 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas na faixa etária de 9 a 13 anos e a partir de 2017, passou a fazer parte para meninos de 11 a 13 anos é uma excelente forma de evitar o contágio do vírus e que segundo o Ministério da Saúde tem potencial para erradicar a doença no futuro, porém a cobertura vacinal ainda é baixa.
Além da vacina, destaca a Dra. Rafhaela que uso de preservativos nas relações sexuais e o costume de ter alimentação e hábitos saudáveis são outras formas de prevenção, principalmente para mulheres na faixa etária entre 25 a 64 anos tem mais tendência a contraírem o câncer.
SINTOMAS
Alguns sintomas que podem surgir no caso da doença são dor abdominal, sangramento após a relação sexual e sangramento entre os ciclos menstruais
Além disso, em alguns casos a pessoa também pode apresentar cansaço excessivo, dor e inchaço nas pernas, perdas involuntárias de urina ou de fezes.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico do câncer de colo do útero é feito pelo ginecologista através do exame pélvico e da avaliação da história familiar e de saúde da pessoa.
Já o tratamento de acordo com a Dra. Rafhaela, é individualizado, direcionado de acordo com o estadiamento da doença e que hábitos saudáveis contribuem.
A médica também comentou a importância da realização dos exames de rotina para a prevenção “O exame de preventivo, também conhecido como Papanicolau, é uma ferramenta importante para a prevenção do câncer do colo do útero por detectar alterações celulares evitando a evolução para o câncer. A periodicidade é individual e será orientada pelo seu ginecologista”.
Destacando também que a visita anual ao ginecologista é um habito de autocuidado e de valorização a vida. Prevenir é a melhor escolha.
JANEIRO VERDE
Neste mês é promovida a campanha Janeiro Verde para conscientizar a população sobre o câncer do colo do útero. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é o terceiro tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. Para 2024, a estimativa é que o país registre 17.010 novos casos, sendo 880 em Santa Catarina.
O estado é um dos que possuem menor taxa de incidência da doença no país. Ainda assim, é importante alertar para a prevenção, uma vez que esse tipo de câncer pode ser prevenido e é a quarta neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres no estado.
No Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e referência no tratamento de câncer em SC, foram registrados 1.221 atendimentos a pacientes com câncer de colo do útero em 2023.
*Reporteagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1712 de 25 de Janeiro de 2024.






