Entidade luta pelos direitos e respeito aos deficientes auditivos e visuais.
A Associação Camponovense de apoio aos deficientes auditivos e visuais – Acadav, celebrou 17 anos de história no dia 07 de março.
Já são quase duas décadas de um trabalho iniciado em 2007 com o objetivo de auxiliar as pessoas com deficiência a terem seus direitos garantidos e a buscarem os seus espaços na sociedade.
No início, 11 pessoas eram atendidas, atualmente a Associação atende 77 alunos, não só de Campos Novos, mas também de outros municípios da região como Vargem, Joaçaba, Treze Tílias e até mesmo de outro estado, como é o caso dos alunos de Barracão do estado do Rio Grande do Sul, que vem participar dos atendimentos.
A atual coordenadora pedagógica e uma das fundadoras Maria Solange dos Santos, em conversa com a equipe de reportagem do jornal O Celeiro, comentou que no inicio tinham o desejo de que as pessoas com deficiência fossem atendidas em Campos Novos, não precisando ter que se deslocarem para outros lugares para receberem o atendimento especializado necessário.
Seu foco na época eram os deficientes auditivos, em seguida, foi procurada pelo senhor Olimar Gomes e iniciaram também os atendimentos aos deficientes visuais. Então em parceria pesquisaram formas e maneiras de colocar esse projeto em prática que hoje é referência na região.
Inicialmente, uma professora desenvolvia as atividades com os alunos durante o dia e Solange durante a noite, sempre que buscando organizar as documentações e organizando os atendimentos.
DIFICULDADES
Os principais desafios enfrentados segundo Solange é toda a burocracia documental e de legalização que são necessárias serem mantidas em dia. Além de toda a organização e planejamento pedagógico que atenda as legislações e políticas de Educação Especial do Estado de Santa Catarina.
“O atendimento aos usuários, é no final da ponta, desse enorme carretel que são as providências e as ações que são necessárias para que a instituição se mantenha aberta” destacou.
OFICINAS
As oficinas atualmente estão diversificadas, além do brainly, contam também com oficinas de soroban, libras, português escrito, dança, capoeira, musicoterapia, pilates, buscando que a pessoa com deficiência possa se habilitar e se reabilitar para que possa ser inserida na sociedade de forma igualitária.
“Sempre estamos buscando melhorias dos atendimentos especializados, temos muitos desafios em uma sociedade onde ainda engatinha para a inclusão da pessoa com deficiência, para acreditar que são pessoas capazes, que podem ser inseridas no mercado de trabalho e isso é uma grande preocupação para nós” comentou, Solange.
A Associação está sempre com vagas em aberto, sempre que se deparam com pessoas com deficiência que não conhecem, abordam e divulgam os serviços oferecidos. Em casos que a família queira matricular o aluno, um dossiê de documentos é organizado e enviado, onde a Fundação analisa e emite o parecer se o aluno faz parte do público alvo ou não.
Por fim, Solange comentou com alegria a celebração de mais um ano de existência da Associação: “Nesse momento, nesse dia tão especial que comemoramos 17 anos de trabalho, nosso sentimento é de gratidão, realizávamos atendimento a 11 pessoas com muitas dificuldades mesmo e hoje somos referência na região. Isso é um motivo de grande orgulho para uma cidade que entende e percebe os seus munícipes que todos tem direitos e devem ter acesso a cidadania” afirmou.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1820 de 14 de março de 2024.






