Situação de Emergência devido à estiagem em Campos Novos

Prejuízos chegam a R$ 50 milhões e afetam o campo e a cidade.

A Prefeitura de Campos Novos decretou Situação de Emergência devido à severa estiagem que afeta o município, impactando diretamente a agricultura e a economia local.
As perdas já somam cerca de R$ 50 milhões, prejudicando produtores rurais e pecuaristas.

A medida busca agilizar o acesso a recursos estaduais e federais para minimizar os danos e garantir apoio à população atingida.

Segundo o prefeito Dirceu Kaiper, a irregularidade das chuvas nos últimos meses resultou em danos significativos, afetando mais de 24 mil hectares de lavouras e 16 mil hectares de pastagens.

O decreto permitirá aos produtores acessar financiamentos e auxílios emergenciais para enfrentar a crise hídrica e recuperar suas atividades. “A falta de chuvas trouxe prejuízos incalculáveis para o município, e essa medida se faz necessária para que possamos garantir suporte imediato aos agricultores e produtores”, afirmou o prefeito.

O secretário de Agricultura, Silvio Henrique de Almeida Lopes, ressaltou que a falta de chuvas afetou diretamente o desenvolvimento das lavouras e trouxe impactos significativos para a criação de gado.

“Nos últimos 40 dias, atendemos mais de 70 pontos de abastecimento de água para garantir que a produção agropecuária não entrasse em colapso. Foram transportados diariamente 48 mil litros de água para propriedades rurais e regiões mais afetadas, incluindo comunidades quilombolas e distritos como Barra do Leão e Caxambu”, explicou.

Reforçando também a importância da conscientização da população sobre o uso racional da água, alertando que, mesmo com eventuais chuvas, a recuperação dos reservatórios pode demorar.

A Defesa Civil municipal também está cadastrando o município nas plataformas estadual e federal para homologar o decreto e viabilizar o recebimento de recursos.

“Nosso objetivo é garantir que Campos Novos tenha acesso a auxílio financeiro para mitigar os efeitos da estiagem e manter os serviços essenciais operando”, destacou Diogenes Zoldan, responsável pela Defesa Civil.

Ele ressaltou que equipes municipais estão realizando levantamentos detalhados para documentar os impactos da seca, o que fortalecerá a argumentação na busca por apoio dos governos estadual e federal.

Sobre o abastecimento de água potável, a administração municipal assegura que, apesar da seca, a distribuição segue estável na cidade. No entanto, é essencial que a população faça o uso consciente da água.

“Temos trabalhado para manter o fornecimento adequado, mas pedimos a colaboração de todos, principalmente nas áreas rurais, onde a seca tem sido mais severa” comentou o prefeito.

A prefeitura também está estudando medidas adicionais para mitigar os impactos da crise hídrica, incluindo perfuração de poços artesianos e ampliação da rede de distribuição de água para comunidades mais afastadas.

A Secretaria de Obras e a Defesa Civil seguem monitorando a situação e realizando ações emergenciais para garantir que nenhuma família fique sem acesso a água. Caminhões-pipa estão sendo utilizados para abastecer pontos críticos, e a prefeitura reforça que aqueles que necessitam de auxílio devem procurar ajuda.

“Estamos atentos e empenhados em minimizar os impactos dessa crise, assegurando que nossa população tenha acesso aos recursos necessários para superar este período desafiador. O apoio da comunidade é essencial para relatar casos de escassez e contribuir para a gestão consciente dos recursos hídricos”, concluiu o prefeito.

COOPERATIVAS

No que se refere às cooperaivas, segundo levantamentos realizados, na área de abrangência da Copercampos, a cooperativa registrou perdas de 20% nas culturas de milho e soja, enquanto na região de atuação da Coocam, as perdas são de 10%.

Segundo Silvio Zanon, engenheiro agrônomo da Coocam, as perdas nas lavouras da cooperativa são pontuais, alcançando até 10% tanto nas safras de milho quanto de soja. No entanto, devido às chuvas registras em algumas regiões, essas perdas não devem ser tão grandes nas áreas atendidas pela Coocam, informou Zanon.

Quanto à área de atuação da Copercampos, as perdas nas culturas de milho e soja chegam a 20%, conforme informado pelo gerente de assistência técnica da cooperativa, Fabrício Jardim Henning.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1865 de 13 de fevereiro de 2025.

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