Oficialmente lançado Memorial Virtual do Galpão “Caipora Viu”

Mais de mil peças retratam história de Campos Novos.

Perante uma plateia qualificada, identificada com a cultura local e regional, o Galpão “Caipora Viu” apresentou oficialmente à sociedade o seu Memorial Virtual.

O evento de lançamento realizado em 1º de março de 2026 no Clube Anos Dourados de Campos Novos marca o início do acesso, no ambiente digital, das mais de mil peças contidas no galpão.  Este é o resultado do trabalho de digitalização do acervo cultural reunido por décadas por Benito Zandoná, proponente do projeto junto a Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Os presentes conferiram em exposição no telão de led a estrutura do site, a identidade visual construída, recursos de acessibilidade disponíveis e, principalmente os objetos catalogados com a descrição de todos os itens. Inclusive, houve interação do público, sedentos de saber sobre o processo de composição do acervo e a razão da denominação do galpão. Ainda nosso anfitrião, ao visualizar na plateia, homenageou, Hugo Klein, que sucedeu o primeiro fotógrafo de Campos Novos, em memória Benedito Zandoná (pai de Benito).

A Diretora/Presidente do Instituto Humaniza, Magna Tessaro, relata que ao findar o projeto inicia-se uma nova era no acervo do Galpão “Caipora Viu”. A iniciativa de criação do memorial virtual é pioneira na região do planalto sul catarinense, sendo uma forma de eternizar e não privar as futuras gerações de entender a história, destaca Magna.

O Instituto Humaniza foi responsável por viabilizar os recursos via Programa de Incentivo a Cultura- PIC, na qual a CELESC promoveu suporte financeiro integral para desenvolvimento do projeto.

Ao acessar o endereço galpaocaiporaviu.com.br, é possível conhecer o material catalogado ao longo de 12 meses de produção do memorial. O acervo disponibilizado resgata e valoriza a herança cultural dos antepassados, preservando parte importante da história centenária de Campos Novos.

A maioria das peças remete ao tropeirismo, às antigas serrarias e à religiosidade, elementos que desempenharam papel fundamental na formação econômica, social e cultural da região. Esses aspectos ajudaram a moldar a identidade de famílias tradicionais do município, mantendo vivas memórias, costumes e tradições que atravessam gerações.

O Memorial Virtual do Galpão “Caipora Viu” já está disponível para acesso público e gratuito, podendo ser explorado por qualquer pessoa do mundo, promovendo educação, pesquisa e valorização da história local.

Benito Zandoná emociona-se ao relatar a proporcionalidade que sua ação cultural ganhou na comunidade local e regional e, agora eternizada através do Memorial Virtual do Galpão “Caipora Viu”.  Ressalta que o empenho de preservar as relíquias da família é uma forma de homenagear seu avô (Júlio Granzotto), que tinha o hábito de pendurar objetos nas paredes da casa e uma forma de contribuir com Campos Novos, demonstrando o amor pela terra natal. “Nunca imaginei que iria virar um site. É a realização de um sonho. Muito satisfeito com esse resultado”, finaliza.

O galpão, localizado aos fundos da residência da família, foi construído em 2007 com incentivo do genro Rafael Fachin, passou por três ampliações e hoje encontra-se cheio. Porém, Benito segue garimpando material com pessoas da comunidade, além da colaboração espontânea com doações de objetos.

O lançamento do Memorial Virtual do Galpão “Caipora Viu” culminou no mês de aniversário de Campos Novos. As peças, guardadas e cuidadosamente armazenadas preservam parte da história dos 145 anos do município.   Ao considerar a efetivação do projeto de digitalização do acervo como um presente cultural à população, o prefeito de Campos Novos, Dirceu Kaiper, parabeniza Benito pelo trabalho de preservação dos bons costumes de sua família e da comunidade local.

Além de parte da equipe do projeto, estiveram presentes no lançamento do site do Galpão “Caipora Viu” o proponente Benito Zandoná com seus familiares, a Diretora/Presidente do Instituto Humaniza, Magna Tessaro, Prefeito de Campos Novos, Dirceu Kaiper, Vice-Prefeita, Claudia Lessi, Presidente da Câmara de Vereadores, Darcy Rodrigo Pedroso, Vereador Valtoir Scolaro, Superintendente da Fundação Cultural Camponovense,  Rita Zoldan, além de integrantes de CTGs, empresários, agentes da cultura e membros da sociedade camponovense. O evento encerrou com show do cantor tradicionalista, Carlos Magrão.

O projeto de digitalização do acervo histórico do Galpão “Caipora Viu” foi viabilizado no Programa de Incentivo à Cultura (PIC), com incentivo da CELESC, apoio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), do Governo do Estado de Santa Catarina e coordenação do Instituto Humaniza.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1918 de 03 de março de 2026.

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