Pode parecer um título provocativo. E é. Mas talvez seja justamente disso que precisamos quando falamos de violência contra a mulher: parar de tratar o assunto como mais uma campanha no calendário.
Talvez seja hora de adotar o Agosto Lilás não como uma cor, mas como uma atitude. Uma atitude para que cada vez mais mulheres possam viver livres, com suas vidas, escolhas e vontades respeitadas.
Os números são claros: em Campos Novos, foram 344 ocorrências de violência doméstica registradas pela Polícia Militar entre janeiro de 2024 e julho de 2026. Uma ocorrência a cada três dias.
A violência contra a mulher não começa necessariamente com um olho roxo. Pode começar com o controle, com uma ameaça, uma perseguição, uma humilhação, uma tentativa de decidir por ela. E, quando esses comportamentos são tratados como “problema de casal”, o ciclo continua.
Por isso, o Agosto Lilás precisa ir além da cor, das campanhas nas redes sociais e dos discursos de um mês. Precisa servir para lembrar que prevenir a violência também é ensinar respeito, reconhecer os sinais, e DENUNCIAR.
Que a cor LILÀS seja também um lembrete de que nenhuma mulher deve precisar esperar pelo primeiro olho roxo para ser ouvida, protegida e respeitada.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista / Jornal O Celeiro
*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1941 de 13 de agosto de 2026.





