Ao longo dos anos, muito se avançou no acesso à educação, ao mercado de trabalho e aos direitos das pessoas com deficiência. Ainda assim, preconceitos e barreiras continuam presentes, muitas vezes de forma silenciosa.
Não são apenas os obstáculos físicos que dificultam a inclusão, mas também a falta de informação, os julgamentos precipitados e a tendência de enxergar a deficiência antes da pessoa.
Talvez seja um trabalho que leve anos, mas vale a pena falar sobre o tema, principalmente no seio familiar, a primeira instituição da qual a criança faz parte e onde aprende os primeiros valores.
Mas, seja na família ou na sociedade, uma das maiores lições do Agosto Laranja é esta: incluir é acreditar na capacidade das pessoas. É oferecer oportunidades, respeitar limites e compreender que cada indivíduo tem potencial para aprender, trabalhar, conviver e contribuir com a sociedade.
A campanha nos lembra que a verdadeira inclusão acontece nas atitudes do dia a dia. Ela começa dentro de casa, passa pela escola, pelo ambiente de trabalho e chega a todos os espaços onde o respeito deve prevalecer sobre qualquer diferença.
Que o Agosto Laranja seja, acima de tudo, um convite à reflexão. Porque uma sociedade só se torna verdadeiramente inclusiva quando aprende a enxergar primeiro a pessoa e, somente depois, a deficiência.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista / Jornal O Celeiro
*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1940 de 06 de agosto de 2026.






