Além da programação especial para o mês, instituição mantém atendimento e apoio às pacientes durante todo o ano.
O Outubro Rosa começou oficialmente na quinta-feira (1º), e a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Campos Novos marcou a data com um encontro aberto ao público.
A programação de abertura teve duas palestras, com a fisioterapeuta e mentora em desenvolvimento humano Carla Scalsavara e a nutricionista Marina Brizola, especialista em doenças crônicas pelo Hospital Albert Einstein, de São Paulo.
Neste ano, a campanha tem como tema “Prevenção é treino pela vida”, chamando atenção para uma atitude que precisa fazer parte da rotina: o autocuidado. “É preciso prevenir, é preciso manter os exames em dia, observar a sua saúde, não negligenciar sintomas e não negligenciar alterações no seu corpo. O autocuidado é fundamental”, reforça a presidente da Rede Feminina, Marlene Proner Pereira.
Durante o mês, também estão previstas atividades em escolas, empresas e comunidades, além de rodas de conversa e palestras. A programação inclui ainda um encontro para mulheres na Associação Atlética Copercampos, a Missa da Saúde, no dia 22, e a missa de encerramento do Outubro Rosa, no dia 29.
Outro trabalho que acontece é o projeto Rede nas Escolas. Voluntárias, acompanhadas por uma enfermeira ou outra profissional, conversam com estudantes do 8º e 9º anos e do Ensino Médio sobre HPV e prevenção.
O TRABALHO CONTINUA DEPOIS DE OUTUBRO
A campanha do Outubro Rosa reforça o trabalho de prevenção e apoio às mulheres realizado pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Campos Novos durante todo o ano. A instituição mantém as portas abertas para pacientes e familiares, oferecendo atendimento, orientação, apoio emocional e também empréstimo de equipamentos para quem enfrenta o tratamento.
A instituição atende pacientes de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h30, e também realiza atividades nas quintas-feiras pela manhã. Entre os serviços oferecidos estão atendimento de enfermagem, fisioterapia, psicologia, Reiki, acupuntura e musicoterapia.
O atendimento psicológico, segundo Marlene, é um dos serviços mais procurados. Além das consultas individuais, a Rede mantém grupos de apoio e rodas de conversa. A ideia é oferecer um espaço onde a paciente possa falar, ser ouvida e perceber que não está passando pela situação sozinha.
“Nosso maior propósito é acolher todos os que nos procuram. Infelizmente, nem todas as histórias têm finais felizes, mas saber que a gente pode ser um abraço, que pode ser um ouvido, que pode acolher e ser suporte nos momentos mais difíceis é muito importante”, afirma.
A instituição também oferece empréstimo de perucas, cadeiras de rodas, cadeiras de banho, camas hospitalares, muletas e andadores, além da doação de turbantes e toucas. Pacientes oncológicas que passam por dificuldades financeiras também podem receber cestas básicas.
Neste ano, a Rede foi contemplada com o projeto Arte que Cura, por meio do Ministério da Cultura, com apoio da Enercan. Entre as ações está a oficina de cantoterapia, realizada semanalmente pelas participantes.
UMA REDE MANTIDA PELA COMUNIDADE
Grande parte do trabalho só é possível por causa da participação da comunidade.
Um dos exemplos é o Lanche Solidário, que é entregue no setor de oncologia do Hust. As voluntárias levam os alimentos e distribuem para pacientes e acompanhantes, oferecendo um pouco de carinho neste período difícil. A cada viagem, são levados cerca de 200 sanduíches, 160 frutas e 160 águas de coco, todos arrecadados por meio de doações.
A Rede também mantém um brechó, com roupas doadas pela comunidade, e comercializa peças de artesanato produzidas pelas voluntárias. Os recursos ajudam a manter as atividades da instituição.
A Prefeitura de Campos Novos também contribui por meio de fomento, enquanto alguns projetos garantem recursos para manter profissionais que atendem na Rede.
OUTUBRO ROSA
- Incentivar o diagnóstico precoce: Mostrar que, quando descoberto no início, o câncer de mama tem chances de cura superiores a 90%.
- Promover a exames de rotina: Alertar sobre a importância da realização da mamografia e do acompanhamento médico regular.
- Estimular o autocuidado: Orientar as mulheres a conhecerem o próprio corpo e ficarem atentas a qualquer alteração nas mamas.
- Apoiar: Fortalecer a rede de acolhimento emocional e social a quem enfrenta a doença.
- O surgimento: O movimento nasceu nos Estados Unidos no início da década de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure distribuiu laços cor-de-rosa aos participantes da primeira Corrida pela Cura em Nova York.
- O laço rosa: O símbolo representa a solidariedade, a esperança e a união na luta contra a doença.
- A cor rosa: Foi escolhida por simbolizar a empatia, o cuidado e a delicadeza. Durante o mês, monumentos e prédios públicos são iluminados de rosa para chamar a atenção da sociedade.
- No Brasil: A mobilização começou a ganhar força nos anos 2000, tendo um marco importante em 2002 com a iluminação rosa do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1948 de 01 de Outubro de 2026.












