Talvez uma das coisas mais difíceis na política seja separar a racionalidade da paixão por um candidato.
Há quem defenda um candidato ou partido como quem defende um time. Tudo o que vem do seu lado é bom. Tudo o que vem do outro é ruim. Mas política não é campeonato de futebol.
O político não entra em campo para disputar uma partida por nós. Ele ocupa um cargo público.
Quando a população elege alguém, ela não está escolhendo um ídolo para admirar pelos próximos quatro anos. Ela está colocando uma pessoa em uma função que será paga com dinheiro público.
Por isso, talvez devêssemos olhar para os políticos como cidadãos acompanhando o trabalho de um servidor.
Se ele fizer um bom trabalho, merece reconhecimento. Se errar, precisa ser cobrado. Se cumprir o que prometeu, é obrigação acompanhar. Se não cumprir, também é obrigação questionar. E isso deveria valer independentemente do partido.
Político não precisa de torcida. Precisa ser acompanhado, fiscalizado e cobrado.
No futebol, torcemos pelo nosso time. Na política, o que deveria importar é o trabalho de quem está em campo.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista / Jornal O Celeiro
*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, edição 1949 de 08 de outubro de 2026.







