A Reforma Trabalhista

Apesar de todos os conflitos políticos que estamos vivenciando no país, a reforma trabalhista avançou no Congresso Nacional e vigora em menos de um mês, em 13 de novembro.

Sob a análise de sindicalistas, a reforma é prejudicial aos trabalhadores, justificando-se que a nova legislação que alterou mais de 100 artigos da CLT, acaba com direitos históricos conquistados a base de muita luta pela classe trabalhadora.

Já alguns especialistas na área trabalhista avaliam que se o projeto é bom ou ruim, dependerá da análise do contexto sócio econômico atual e sob qual perspectiva que se adotará o julgamento. Na prática, analisam eles, a reforma reduz as verbas sindicais e a atuação dos sindicatos, mas de certa forma reconhece um fato social, o de que as partes contratuais, na relação de trabalho são conscientes de seus direitos e obrigações e, sobretudo, tem relação de dependência uma da outra para sobreviver e vencer num mercado extremamente competitivo e exigente.

Outro aspecto avaliado é que a lei passará a reconhecer o que acontece no mundo real, prevendo o que já não é tão novo, mas faz parte do cotidiano dos trabalhadores. É importante que trabalhadores e empregadores estejam atentos às mudanças e busquem a melhor forma de aplicabilidade.

Fato é que especialistas, empresas, sindicatos, trabalhadores e, principalmente, a Justiça do Trabalho, ainda precisarão de mais tempo que 120 dias para se adaptar à nova legislação, aprovada em julho. Há vários pontos polêmicos na nova legislação e a principal expectativa é sobre como os juízes do trabalho julgarão a partir de novembro.

Todas essas mudanças na lei entram em vigor ao fim de quatro meses e vão atingir todos os contratos de trabalho. Os acordos coletivos já fechados continuam valendo e aí poderão ser alterados ao fim do prazo do acordo com base nas novas regras. Mas, se as partes quiserem, podem renegociar as condições a qualquer tempo com base na nova lei.

A expectativa do governo é que as mudanças legais aqueçam o mercado de trabalho e permitam a abertura de novas vagas. Por outro lado, a reforma é vista pela Justiça do Trabalho e pelos sindicatos como uma forma de precarização do trabalhador ao reduzir direitos e fragilizar as relações entre patrão e empregado.

Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1501 de 19 de outubro de 2017.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.